Mais de 90% das casas de Pedrógão Grande em obra ou concluídas

Pedro Marques acrescentou que está em preparação um mecanismo de financiamento para apoio à reconstrução de segundas habitações

Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, visita casas reconstruídas em Pedrógão Grande, 28 março 2018 (Foto: Rui Miguel Pedrosa/Lusa)

Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, visita casas reconstruídas em Pedrógão Grande, 28 março 2018 (Foto: Rui Miguel Pedrosa/Lusa)

O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou que «mais de 90% das casas de Pedrógão Grande estão em obra ou concluídas», após visitar uma casa reconstruída nesta zona.

Das 265 casas de primeira habitação afetadas pelo incêndio de junho, «mais de metade estão concluídas», acrescentou o Ministro, que participou ainda numa sessão de entrega de chaves a sete famílias que tinham perdido a casa no incêndio, em Pedrógão Grande.

Quanto aos incêndios de outubro, onde há mais de mil casas de primeira habitação afetadas, «um terço já estão concluídas ou em processo de obra», referiu Pedro Marques.

Rigor na gestão de dinheiros públicos ou solidários 

«Ao todo, há cerca de 800 casas em obra ou concluídas» das regiões afetadas pelos incêndios de 2017, havendo cerca de 1400 casas «dos vários incêndios em que foi pedido apoio para reconstrução», disse o Ministro.

Referindo-se à tempestividade na reconstrução das casas destruídas pelos incêndios, Pedro Marques sublinhou que é preciso rigor na gestão de dinheiros públicos ou provenientes da solidariedade dos portugueses:

«Algumas coisas que as pessoas consideram burocracia, tenho que pedir que compreendam que é o rigor necessário para atribuir os apoios», afirmou o Ministro, acrescentando que, face à extensão das casas afetadas pelos incêndios de outubro, foi necessário avançar com empreitadas que integram a reconstrução de várias habitações.

10 milhões de euros para segundas habitações

«O Governo comprometeu-se e está a diligenciar um mecanismo de financiamento às autarquias, de cerca de 10 milhões de euros, para que as autarquias possam apoiar alguma recuperação» de segundas habitações, disse Pedro Marques.

Esta medida deverá entrar em vigor até junho, embora «a prioridade do Governo é mobilizar o dinheiro para aqueles que não tinham mais nenhuma casa», realçou também.

«As casas de segunda habitação são colocadas num plano diferente, podendo ser mobilizados seguros quando existem ou, eventualmente, apoios locais e apoios de solidariedade», concluiu.
Áreas: Planeamento