Meios humanos reforçados nos Consulados de Portugal no Reino Unido
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas afirmou que contratações «vão proporcionar um importante reforço da capacidade de resposta»

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, durante a visita ao Reino Unido de 6 e 7 de outubro
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, durante a visita ao Reino Unido de 6 e 7 de outubro
O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, assinalou o reforço da capacidade dos Consulados Gerais de Portugal no Reino Unido com a contratação já efetivada de sete novos colaboradores, durante a visita a Londres nos dias 6 e 7 de outubro.
«Estas contratações visam a valorização dos consulados que servem o Reino Unido - o destino para onde a emigração portuguesa mais tem crescido - e vão proporcionar um importante reforço da capacidade de resposta», afirmou José Luís Carneiro.
Os novos Assistentes Técnicos (cinco em Londres e dois em Manchester) irão permitir a redução dos tempos de atendimento, o aumento do número de vagas naqueles consulados e uma maior proximidade com portugueses residentes noutras partes do Reino Unido, através das permanências consulares.
Na visita, o Secretário de Estado esteve acompanhado pelo Embaixador de Portugal em Londres, Manuel Lobo Antunes e pelos Cônsules Gerais em Londres e em Manchester, respetivamente Joana Gaspar e Jorge Cruz.
Em declarações à imprensa, José Luís Carneiro referiu que está a decorrer um concurso de recrutamento para a contratação de 20 novos Assistentes Técnicos para diversos postos consulares. Com estas contratações, entre 2016 e o final de 2017, a rede consular portuguesa terá sido reforçada com 85 profissionais.
Principal destino de emigração reforçado
O Consulado-Geral de Londres já tinha sido reforçado com um Assistente Técnico em 2016 e dois Assistentes Técnicos no início deste ano e mais um em 2016, contribuindo para um total de 30 funcionários no posto da capital britânica. O mesmo posto recebeu no ano passado um Cônsul-Geral Adjunto, que liberta a cônsul para tarefas de representação e possui capacidade e poder de despacho de assuntos consulares, e ainda uma Adida Social e Jurídica, que presta também apoio à área consular de Manchester.
Manchester já tinha recebido desde 2016 dois assistentes técnicos, a que se juntam agora os dois novos colaboradores.
O aumento do número de colaboradores nos consulados vai aumentar a capacidade para as missões externas a regiões mais distantes dos postos, como sejam o País de Gales, a Cornualha, a Escócia ou a Irlanda do Norte.
«O compromisso político de reforçar os meios humanos nos serviços consulares está a ser prosseguido, numa lógica de responsabilidade e à medida que o país vai recuperando a sua capacidade financeira», referiu.
Um retrato do crescimento da comunidade portuguesa no Reino Unido é atestado pelo aumento das inscrições consulares em menos de uma década: só no consulado de Londres passaram de pouco mais de seis mil por ano em 2008 para dez mil em 2012 e mais de 16 mil em 2016. Em Manchester, a subida foi de 4180 inscrições em 2013 para 7855 em 2016.
Acompanhamento social
A sessão serviu ainda para a apresentação de um balanço da atividade dos dois consulados de Portugal nas ilhas britânicas, nomeadamente na área social, onde houve um reforço com a contratação de uma Adida Jurídica de perfil social, que acompanha as necessidades das populações portuguesas.
Apoio a cidadãos detidos, apoio a menores em risco e assistência a populações carenciadas são as três dimensões onde o trabalho consular beneficiou de um salto qualitativo.
Informação sobre o Brexit
A visita serviu para fazer ainda um balanço da atividade de informação a propósito do Brexit. Apesar dos contornos definitivos serem ainda desconhecidos, os serviços consulares prestaram esclarecimentos a cerca de 2700 cidadãos, através da resposta a e-mails ou em atendimentos presenciais.
Destaque ainda para vários encontros com a comunidade, nomeadamente a iniciativa «Diálogos com as Comunidades», que levou a Londres e a Manchester seis membros do Governo em janeiro de 2017.
Novas regras de apoio ao associativismo
Da agenda da visita constou ainda uma apresentação do novo modelo de apoio a associações portuguesas no estrangeiro, que vem reforçar as dimensões de transparência, de procedimento democrático e de planeamento nos processos de candidatura.
«É um salto em frente no trabalho das associações de portugueses no estrangeiro» referiu José Luís Carneiro durante a apresentação que contou com a presença de vários dirigentes do movimento associativo português no Reino Unido.
Este foi um primeiro momento de apresentação da nova legislação, a que se seguirão outros, junto de outras comunidades portuguesas da diáspora.
Durante o encontro, José Luís Carneiro notou que um dos grandes objetivos da nova legislação passa por aproximar as novas gerações de emigrantes daquelas comunidades mais tradicionais e que contam com várias décadas de implantação nos países de acolhimento.
Prioridades para financiamento
A nova lei estabelece regras de prioridades para o financiamento, com destaque para projetos que promovam a igualdade de género, cidadania, apoio à população carenciada, reclusos e os direitos sociais e políticos dos cidadãos.
Em vez de ser apresentado um plano de atividades, os apoios passam a ser feitos «por lógica do projeto, vocacionados para a língua, cultura, artes e vinculação das jovens gerações às suas identidades».
O decreto-lei 124/2017 estipula um período fixo para apresentação de candidaturas (vai de 1 de outubro a 31 de dezembro). Findo o prazo de candidaturas, terá lugar um processo de seleção, passível de recurso por parte dos candidatos.
Toda a informação relativa às candidaturas realizadas, aos projetos apoiados e aos relatórios de prestação de contas será publicada no Portal das Comunidades Portuguesas.
