Ministra da Justiça quer «sedimentar as linhas de ação em curso e consolidar um novo futuro para o setor» em 2018
Orçamento do Estado para 2018 «prossegue o esforço de aumento progressivo dos últimos anos»

Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, apresenta o Orçamento do Estado para a sua área para 2018, Assembleia da República, 13 novembro 2017
Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, apresenta o Orçamento do Estado para a sua área para 2018, Assembleia da República, 13 novembro 2017
A Ministra da Justiça,
Francisca Van Dunem, apresentou o Orçamento do Estado para 2018 da sua área de governação
na Assembleia da República.
O principal objetivo deste
documento é reforçar o caminho de aproximação da Justiça aos cidadãos,
nomeadamente através do «investimento nos programas de modernização dos
tribunais e dos serviços de justiça», disse a Ministra.
Francisca Van Dunem
sublinhou que as medidas deste Orçamento são «políticas que teimam em
aproximar, que insistem em simplificar e aumentar a
compreensibilidade e tornar mais célere a Justiça para todos os cidadão do País».
Continuar a modernizar a Justiça
Nas linhas de atuação para 2018, foi destacada a reavaliação dos estatutos dos grupos profissionais: «Queremos ver aprovados novos estatutos das magistraturas, dos oficiais de justiça, dos funcionários da polícia judiciária, das carreiras profissionais do Instituto dos Registos e Notariado», referiu a Ministra.
2018 será também marcado pela continuação da modernização da Justiça, através do programa Justiça + Próxima, que conta já com 52 medidas concluídas, visando um sistema judiciário mais eficiente e próximo dos cidadãos, em que os serviços estão ao alcance de todos.
As certidões permanentes de registo civil e o alargamento do serviço Empresa Online a cidadãos que residam noutros Estados-membros da União Europeia são exemplos de duas medidas-chave do programa Justiça + Próxima 2018.
As conservatórias passarão por um programa de reorganização e modernização e as instalações que estiverem degradadas serão requalificadas ou substituídas. Outras instalações alvo de particular atenção serão as da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.
Francisca Van Dunem sublinhou o plano a 10 anos já elaborado e público para requalificar as prisões e reforçar os recursos humanos do sistema prisional.
Em 2018, a Justiça terá um orçamento total de 1383,7 milhões de euros, sendo que 1304,6 milhões destinam-se a funcionamento e 79,1 milhões a investimento. Este orçamento representa um aumento de 2,2% face ao de 2017. Quanto à verba que será alocada para investimentos em projetos, regista-se um aumento de 27,4%.
Aproximar os cidadãos da Justiça
Sobre o trabalho em curso,
a Ministra destacou os compromissos cumpridos: os ajustamentos ao mapa
judiciário, com resultados na aproximação dos cidadãos aos tribunais, o aumento
de balcões únicos e de serviços online, o fortalecimento do apoio à
investigação criminal da Polícia Judiciária, a melhoria das condições nas
prisões, a reposição de pessoas, e a melhoria da comunicação da Justiça.
Francisca Van Dunem realçou
ainda a expansão do Tribunal+, em curso, assim como de novas funcionalidades
associadas ao Citius, para além da criação dos serviços online da certidão
judicial eletrónica e da consulta do processo executivo.
«Em 2017, concretizámos uma
parte importante do programa político na aproximação aos cidadãos e na melhoria
da duração dos processos; na previsibilidade da resposta judiciária e na melhoria
da capacidade de esclarecimento do crime o caminho para reposicionar o sistema
de justiça no lugar que merece», disse a Ministra.
Quanto ao sistema prisional
e de reinserção, Francisca Van Dunem destacou os investimentos feitos na
requalificação das pessoas e edifícios, dos equipamentos tecnológicos e dos
serviços de saúde. Ainda sobre as prisões, a Ministra referiu que, até ao final
de 2017, será inaugurada a extensão do E.P: da Guarda, aproveitando as
instalações do antigo centro educativo do Mondego.
A Ministra concluiu, referindo que o Orçamento de Estado para 2018 da Justiça «prossegue o esforço de aumento progressivo dos últimos anos, o que reflete a prioridade política atribuída pelo Governo» a esta área.
