Portugal + Igual 2030 traduz empenho do Governo em fazer do futuro um efetivo tempo de igualdade
Luta pela igualdade não se esgotou, pois persistem muitas desigualdades que penalizam, sobretudo, as mulheres, sublinhou Maria Manuel Leitão Marques
A Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, presidiu ao debate «Tempo das Mulheres», no Palácio Foz, em Lisboa.
Esta iniciativa, da área de governação da Cidadania e Igualdade, em conjunto com a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), assinalou o Dia Internacional da Mulher, que se comemora a 8 de Março.
Questionando a audiência sobre se este será, efetivamente, o tempo das mulheres, a Ministra lembrou o tempo em que «só haviam homens na política e no mundo, em geral», e que foi substituído por uma época em que «há muitas mulheres nesses lugares», de que são exemplo as áreas da diplomacia e dos tribunais de decisão superior, as Forças Armadas e as cúpulas decisoras das empresas.
«Contudo, a luta pela igualdade não se esgotou, pois persistem muitas desigualdades que penalizam, sobretudo, as mulheres», sublinhou Maria Manuel Leitão Marques.
«Com o objetivo de promover a Igualdade, o Conselho de Ministros aprovou hoje um conjunto de diplomas, de entre os quais destaco duas propostas de lei», afirmou ainda a Ministra.
Maria Manuel Leitão Marques referia-se à proposta de lei que estabelece o regime da representação equilibrada entre homens e mulheres no pessoal dirigente e nos órgãos da Administração Pública, incluindo as instituições do Ensino Superior e as associações públicas.
A Ministra mencionou também outra proposta de lei, a enviar à Assembleia da República, que altera a lei da paridade nos órgãos do poder político, estabelecendo que as listas para a Assembleia da República, Parlamento Europeu e autarquias locais são compostas de modo a assegurar a representação equilibrada entre géneros.
Objetivo da Estratégia Portugal + Igual
«Sendo certo que a realidade das culturas é muito resistente às leis, há muito trabalho a fazer no sentido de uma representatividade mais equilibrada, quer no setor público, como no privado», disse Maria Manuel Leitão Marques.
E exemplificou, com os casos da desigualdade salarial (em que Portugal tem o maior aumento do fosso de vencimento entre homens e mulheres da União Europeia, considerado o período 2011 a 2016), da conciliação entre o trabalho e a família (em que as mulheres predominam na prestação de cuidados a crianças, dependentes e idosos), e da vida privada (em que a violência doméstica continua a registar números de vítimas muito altos no País, com mais de 400 mortes de mulheres às mãos dos maridos ou companheiros em 2017).
«Por estes motivos, é preciso aprofundar formas de conciliação entre o trabalho e a família, para além de promover uma cultura de cidadania desde muito cedo, em casa, na escola, e em todo o lado», realçou a Ministra.
Maria Manuel Leitão Marques afirmou: «Não podemos ser felizes sem igualdade, ou seja, a capacidade de inclusão é fundamental em qualquer sociedade, sendo necessário erradicar toda e qualquer forma de violência contra as mulheres».
«Sendo, a cultura, mutável em várias frentes, pública e privada, a Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação 2018-2030 - Portugal + Igual, também hoje aprovada em definitivo, em Conselho de Ministros, traduz o empenho do Governo para que o futuro seja, efetivamente um tempo de igualdade», concluiu.
