Portugal tem condições para continuar na trajetória de crescimento económico

AICEP recebeu projetos que podem representar investimentos de dois mil milhões de euros nos próximos anos

Primeiro-Ministro António Costa e Ministro Adjunto e da Economia, Siza Vieira, na inauguração de fábrica de fachadas para edifícios, Braga, 27 fevereiro 2019

Primeiro-Ministro António Costa e Ministro Adjunto e da Economia, Siza Vieira, na inauguração de fábrica de fachadas para edifícios, Braga, 27 fevereiro 2019

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que Portugal tem boas razões para confiar que a trajetória de crescimento da sua economia «não corre o risco de ser interrompida», mas que há que «criar todas as condições para ser prosseguida».

O Primeiro-Ministro, que intervinha na inauguração de uma nova fábrica, em Braga, referiu que 2018 foi o ano em que foram celebrados mais contratos de investimento desde o início da década e que na AICEP há projetos que poderão representar investimentos de dois mil milhões de euros nos próximos anos.

António Costa sublinhou também que, em 20 anos, o peso das exportações no Produto Interno Bruto subiu de 20 para 44%, havendo todas as condições para esse peso se fixar nos 50%.

Para isto, é essencial «investir no conhecimento, para aumentar o valor dos bens e serviços que exportamos (…). Se queremos ser competitivos a exportar, temos de começar a ser competitivos a contratar o melhor talento, os melhores quadros, os melhores trabalhadores», disse ainda.

O Primeiro-Ministro disse também que «num momento em que, em todo o mundo, muita gente se apoquenta com o arrefecimento global da economia, em que países grandes como a Alemanha aparentemente vão ter um crescimento zero, e outros grandes países entraram ou correm o risco de entrar em recessão, Portugal está no terceiro ano em que vai crescer acima da média da União Europeia e o potencial de crescimento e desenvolvimento ainda não está plenamente explorado».

Investimento de 16 milhões

A nova fábrica da empresa Bysteel, do grupo DST, representou um investimento de 16 milhões de euros e permitiu criar mais de 200 postos de trabalho. Em 2021, prevê facturar 45 milhões de euros,  90% dos quais em mercados internacionais.

A empresa dedica-se à conceção, engenharia e execução de fachadas e envelopes arquitetónicos para edifícios, procurando responder de forma integrada às tendências da arquitetura e da eficiência energética e colmatando uma lacuna europeia nesta área. A empresa tem já uma posição de destaque em França, Reino Unido, Holanda e Angola.

O grupo DST tem atualmente 1 600 trabalhadores e está presente em 25 países.