
Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na apresentação do Programa Casa Eficiente 2020, Lisboa, 13 abril 2018
Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na apresentação do Programa Casa Eficiente 2020, Lisboa, 13 abril 2018
Programa Casa Eficiente 2020 vai ser replicado no estrangeiro
Programa concede empréstimos em condições favoráveis a intervenções que melhorem desempenho ambiental dos edifícios de habitação particular
O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou que a iniciativa do Programa Casa Eficiente 2020 vai ser replicado noutros países pelo Banco Europeu de Investimento. «Vamos ser uma espécie de piloto numa iniciativa completamente inovadora», referiu o Ministro, na sessão de apresentação do programa, na sede da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa.
O Programa Casa Eficiente 2020 visa conceder empréstimo em condições favoráveis a intervenções que promovam a melhoria do desempenho ambiental dos edifícios de habitação particular, com especial enfoque na eficiência energética e hídrica, bem como na gestão dos resíduos urbanos.
O Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, que também esteve na sessão, afirmou que o objetivo sempre foi conceber «um projeto que pudesse ser muito mais do que um projeto pensado só para Portugal».
O vice-presidente do Banco Europeu de Investimento, Andrew McDowell, referiu que o objetivo é «aprender e poder replicar noutros lados» a experiência portuguesa, destacando o programa «pela inovação e inspiração que podem dar a outros».
O programa pretende melhorar o desempenho ambiental do parque habitacional, aumentar a qualidade do edificado e estimular comportamentos ambientalmente responsáveis, bem como dinamizar a construção civil, promover toda a fileira da construção e criar emprego.
Desafio individual a cada cidadão
Pedro Marques sublinhou que a política de reabilitação urbana é muito extensa e têm de ser analisadas, casa a casa, as condições ambientais que têm de ser melhoradas, seja a nível de janelas ou de eletrodomésticos.
O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas lançou o desafio a «cada cidadão, família ou empresa proprietária de frações que queira e que considere que tem condições para (...) desenvolver este investimento».
Os edifícios objeto de intervenção podem localizar-se em qualquer posto do território nacional e as intervenções «podem incidir sobre prédios urbanos ou suas frações autónomas existentes (incluindo as partes comuns desses prédios), destinados a ter como uso a habitação coletiva ou unifamiliar», refere uma nota explicativa do programa.
Os empréstimos podem ser concedidos a projetos que promovam a melhoria ambiental nos domínios da eficiência energética, na utilização de energias renováveis, na eficiência hídrica e na gestão de resíduos sólidos urbanos.
O Programa tem um valor total de financiamento de 200 milhões de euros, para o período de 2018 a 2021: 100 milhões de euros do Banco Europeu do Investimento e 100 milhões de euros disponibilizados pelos bancos aderentes (Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP e Novo Banco).
