Reconhecimento do stress pós-traumático «é um ganho da nossa democracia»

Secretária de Estado da Defesa Nacional marcou presença no 25.º aniversário da APOIAR

Secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto, na cerimónia do 25.º aniversário da APOIAR, Lisboa, 18 abril 2019

Secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto, na cerimónia do 25.º aniversário da APOIAR, Lisboa, 18 abril 2019

A Secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto, afirmou que «o reconhecimento do stress pós-traumático de guerra e dos impactos incapacitantes daqueles que o sofrem é um ganho da nossa democracia e uma forma de tornar a nossa sociedade mais justa e mais solidária».

Ana Santos Pinto participou na cerimónia dos 25 anos da APOIAR – Associação de Apoio aos Ex-Combatentes Vítimas do Stress de Guerra, que teve lugar na Biblioteca Museu República e Resistência, em Lisboa, e na qual destacou a importância do trabalho desenvolvido por esta associação junto dos antigos combatentes mas também junto das suas famílias.

A Secretária de Estado da Defesa Nacional agradeceu a todos os colaboradores da APOIAR que «fazem este trabalho tão exigente, tão complexo, diário e muitas vezes invisível, que é complementar às atividades realizadas pelas estruturas do Estado».

A sensibilização para os impactos psicológicos e incapacitantes do stress de guerra é, portanto, de extrema importância e um trabalho permanente. Neste sentido, o Estatuto do Antigo Combatente que se encontra para aprovação na Assembleia da República, cria uma Unidade Técnica para os Antigos Combatentes, que contará com a presença de representantes de diferentes áreas governativas, incluindo a da Saúde.

A unidade tem como objetivo agilizar o trabalho conjunto das várias estruturas do Estado e «é por isso que nos orgulhamos desta parceria no âmbito da Rede Nacional de Apoio, e incentivamos a continuidade do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela APOIAR».

Esta capacidade instrumental e estrutural do Estado no apoio aos Antigos Combatentes foi destacada pela Secretária de Estado, que afirmou que «por muitos esforços, e por muitas estruturas e instrumentos que o Estado vá desenvolvendo, é impossível fazê-lo sem a ajuda das Organizações e das Instituições de caráter não-governamental como é o caso da APOIAR».

Na cerimónia que assinalou o 25º aniversário da APOIAR, foi cumprido um minuto de silêncio por todos os associados que morreram e pelo comendador José Arruda, que foi presidente da Associação dos Deficientes das Forças Armadas.