Revisão da PAC: propostas de Portugal contempladas pela Comissão Europeia
Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia discutiu pela primeira vez documento de orientação apresentado no final de novembro

Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia, Bruxelas, 11 dezembro 2017
Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia, Bruxelas, 11 dezembro 2017
O Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, afirmou hoje, em Bruxelas, que o Governo português quer que «a nova Política Agrícola Comum (PAC) tenha um orçamento tão próximo quanto possível do atual».
O Ministro sublinhou que algumas das questões fundamentais para Portugal, e que foram apresentadas pelo Governo em março, estão contempladas no documento de orientação apresentado pela Comissão Europeia, como «a acentuação da vertente ambiental da Política Agrícola Comum, os jovens agricultores, a coesão social e territorial, a garantia da competitividade do setor agrícola e o apoio ao investimento».
O Comissário Europeu para a Agricultura, Phil Hogan, apresentou o documento de reflexão sobre a proposta de reforma para o período pós-2020 e Capoulas Santos afirmou que o Governo vê este documento «com um misto de expectativa positiva e apreensão».
A Comissão Europeia propõe «elevar bastante o grau de subsidiariedade, ao dar maior poder aos Estados para definir as regras de aplicação da Política Agrícola Comum ao nível interno, mas, ao mesmo tempo, admite impor o cofinanciamento nacional no primeiro pilar», que é a organização comum dos mercados.
Capoulas Santos sublinhou que «a ideia de dar a cada Estado-membro um maior poder de decisão é positiva» mas coloca alguns problemas, sendo necessário perceber se significa um princípio de renacionalização da Política Agrícola Comum.
«Devemos ser prudentes: a posição portuguesa é de que é necessário encontrar um justo equilíbrio: até onde se poderá ir na subsidiariedade sem pôr em causa o carácter comum das políticas?», disse na conferência de imprensa após a reunião.
