Revitalizar o interior, valorizar a floresta e proteger as pessoas e bens

Posse do presidente da Estrutura de Missão para a instalação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Tiago Martins de Oliveira

Posse do presidente da Estrutura de Missão para o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Tiago Oliveira, Lisboa, 24 outubro 2017 (foto: Paulo Vaz Henriques)

Posse do presidente da Estrutura de Missão para o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Tiago Oliveira, Lisboa, 24 outubro 2017 (foto: Paulo Vaz Henriques)

O Primeiro-Ministro, António Costa, afirmou que os três grandes desígnios do novo modelo de prevenção e combate aos incêndios florestais são «a revitalização do interior, a valorização da floresta, e a proteção e a segurança das pessoas e dos seus bens».

Esta declaração foi feita na tomada de posse do presidente da Estrutura de Missão para a instalação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Tiago Martins de Oliveira, em Lisboa. A estrutura de missão depende diretamente do Primeiro-Ministro.

O Primeiro-Ministro recordou que a análise que a comissão técnica independente fez após o incêndio de Pedrógão Grande revelou que «era urgente introduzir uma reforma profunda no modelo de prevenção e combate aos incêndios florestais».

É «agora tempo de executar essa reforma, garantindo que não há ruturas», sendo esta unidade de missão «a incubadora deste novo modelo que temos de preparar para reforçar a segurança das nossas populações e para termos uma melhor valorização da nossa floresta».

Prioridades

«A recomendação da comissão técnica tem três marcas fundamentais», afirmou António Costa: 

Em primeiro lugar, «integrar a prevenção e o combate aos incêndios florestais, o que implica claramente reforçar o pilar da prevenção, e dar uma nova centralidade ao Instituto da Conservação da Natureza das Florestas neste contínuo de prevenir e combater os incêndios florestais».

Em segundo lugar, «profissionalizar e capacitar, através da introdução, em todos os níveis, do planeamento ao combate, do conhecimento, mas também a valorização profissional».

Esta valorização deve ser feita, quer através «da mobilização das estruturas que o Estado já dispõe, das suas Forças Armadas, das suas forças de segurança, mas também introduzindo novas componentes de profissionalização», referiu também.

A introdução de novas componentes de profissionalização deve ser feita «em parceria com as associações de produtores florestais e com as autarquias, e com as associações humanitárias de bombeiros voluntários, o que é imprescindível para corresponder àquela que é hoje a realidade sociodemográfica do País», sublinhou o Primeiro-Ministro. 

Em terceiro lugar, «a especialização, de forma a garantir a tendencial segmentação entre os meios que são alocados à proteção das pessoas e das povoações, missão primeira da proteção civil, e dos recursos que são alocados preferencialmente à prevenção e ao combate dos incêndios no mundo rural», concluiu.