Ministra da Cultura lamenta profundamente morte de António Coimbra Martins
A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, manifesta o seu mais profundo pesar pela morte de António Coimbra Martins (1927-2021), reconhecido intelectual, escritor, diplomata e político.
António Coimbra Martins nasceu na cidade de Lisboa no primeiro mês de 1927. Formou-se em Filologia Românica na Universidade de Lisboa e depois apaixonou-se pelo ofício de ensinar, tendo lecionado no ensino secundário e depois como leitor de Português em diversas universidades francesas (Montpellier, Aix-Marselha e Paris). Regeria ainda a cadeira de literatura francesa na Faculdade de Letras onde estudara em jovem.
Em Paris, criou o Centro Cultural Português em 1965 através da Fundação Calouste Gulbenkian e, mais tarde, por altura do 25 de abril, era encarregado de conferências na École Pratique de Hautes Études e mestre-assistente associado na Sorbonne. Dividiria a sua vida entre Portugal e França, espraiando o seu talento e sabedoria, e revelando-se um dos grandes responsáveis pela projeção da cultura portuguesa além-fronteiras.
No plano político, seria designado responsável pelos trabalhos da delegação portuguesa encarregada, em 1974, de preparar a reinserção de Portugal na UNESCO. Entre 1983 e 1985, desempenhou o cargo de Ministro da Cultura no IX Governo Constitucional.
Perante este reconhecido percurso, não lhe faltariam vários agraciamentos oficiais dos governos português e francês. António Coimbra Martins foi um ilustre humanista e sonhador, um cidadão convicto e implicado com o seu tempo, que fez da cultura, do ensino e da política o seu modo de estar no mundo, num exemplar trajeto de vida sempre ancorado nos valores mais nobres da liberdade e do respeito pelo outro.
À família e amigos enviam-se sentidas condolências.
