Intervenção da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural no congresso «Revelar o Património: Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais 1929-2019»
Como o Programa deste Governo deixa bem claro, é necessária uma visão integrada e participada para as políticas públicas sobre o património cultural, nomeadamente no que ao património arquitetónico respeita, centrada na sua preservação, valorização e no acesso alargado à sua fruição.
O património arquitetónico, urbanístico e paisagístico, enquanto relevante componente do património cultural de um país, de uma região ou de uma comunidade, é um projeto em constante construção e memória viva desse processo, que conta a história do tempo e das conjunturas que testemunhou. É um facto que nunca podemos deixar de repetir, este património é o que de nós sobrevive e sobreviverá, como prova e como afirmação contra o apagamento próprio do passar do tempo, um testemunho de humanidade feita em edificado. Esse algo não sobrevive como memória estática, mas como dinâmica, como construção permanente de matéria física e de história em constante reescrita.
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