168 mil idosos de lares já tomaram a primeira dose da vacina
Primeiro-Ministro reuniu-se com Misericórdias, mutualidades, instituições de solidariedade e cooperativas para fazer balanço da vacinação

Primeiro-Ministro António Costa faz declaração no final da reunião de balanço da primeira fase de vacinação contra a Covid-19 em lares de idosos, Lisboa, 28 janeiro 2021 (foto: Manuel de Almeida/Lusa)
Primeiro-Ministro António Costa faz declaração no final da reunião de balanço da primeira fase de vacinação contra a Covid-19 em lares de idosos, Lisboa, 28 janeiro 2021 (foto: Manuel de Almeida/Lusa)
O Primeiro-Ministro António Costa, acompanhado pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, esteve reunido com responsáveis da União das Misericórdias Portuguesas, União das Mutualidades Portuguesas, Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e Confederação Cooperativa Portuguesa, para fazer o balanço do processo de vacinação em lares de idosos.
Numa declaração no final de reunião, o Primeiro-Ministro lembrou que «estamos a viver o momento mais difícil da pandemia, estamos todos os dias a ter um número crescente de casos, de internamento e, infelizmente, de falecimentos», mas, «ao mesmo tempo, decorre o processo de vacinação».
«Hoje, a task force da vacinação fez o balanço geral: esta primeira fase incidiu no ambiente relativamente controlado dos profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde, do sector privado e do setor social – os profissionais dos hospitais de Misericórdias, que também estão na primeira linha», disse.
Mas também «abrangia o primeiro grande desafio, que era as cerca de 193 mil pessoas que estão nas estruturas residênciais e lares para idosos», disse, acrescentando que o Governo tinha «decidido antecipar para esta semana a conclusão da primeira toma da vacina» nos lares.
«É bom ouvir que correu genericamente bem e que, das 193 mil pessoas, temos já 168 mil vacinadas. As restantes, são as que estão a residir em instituições onde havia ou há surtos ativos e que só podem ser vacinadas após o surto ser ultrapassado», referiu.
O Primeiro-Ministro afirmou que «este foi um dos momentos mais importantes de cooperação entre o Serviço Nacional de Saúde, os serviços da Segurança Social e as instituições de solidariedade, e é um excelente exemplo do que é necessário fazer no futuro, que é trabalhar mão na mão, para que tudo possa correr melhor».
António Costa sublinhou que «agora foi assumido o objetivo de incluir todas as pessoas com mais de 80 anos, independentemente de terem qualquer comorbilidade associada, na primeira fase da vacinação, um objetivo muito ambicioso, mas que estamos em condições de assumir».
«Quero tranquilizar todas a pessoas que já tiveram a primeira toma, que está assegurada a reserva necessária para garantir a segunda toma e, portanto, o processo não ficará a meio», afirmou, acrescentando que «em algumas estruturas para idosos, surgiram surtos após a primeira toma e, por isso, a segunda toma terá de ser ajustada ao final do surto, mas tudo está garantido para que o processo seja levado até ao fim».
«É importante para o Pais, que está angustiado com a situação, saber simultaneamente que também há uma porta de esperança aberta e que não é uma esperança longínqua. É algo que está a concretizar-se. Parte importante dos nossos profissionais de saúde já está completamente vacinada, parte importante dos nossos idosos em lares já teve a primeira toma da vacina», disse.
«Este é um processo que vai continuar ainda por vários meses, mas levá-lo-emos até ao fim para erradicar esta pandemia», acrescentou.
O Primeiro-Ministro agradeceu ainda o empenho dos responsáveis do setor social, afirmando que sem este apoio e a sua «palavra de confiança aos utentes, não teria sido possível termos chegado aqui».
