Casas de Autonomia «podem ser peça reformadora da Justiça Juvenil»
Ministra da Justiça destacou vantagens da supervisão intensiva no regresso dos jovens à vida quotidiana

Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, na assinatura de protocolo com a Santa Casa para a criação de uma casa de autonomia em Lisboa, 24 março 2021
Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, na assinatura de protocolo com a Santa Casa para a criação de uma casa de autonomia em Lisboa, 24 março 2021
A Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, afirmou que «as
Casas de Autonomia podem ser uma peça profundamente reformadora na arquitetura
da Justiça Juvenil» portuguesa.
Em Lisboa, na formalização do acordo de cooperação entre a
Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e a Santa Casa de
Misericórdia de Lisboa para a criação de uma Casa de Autonomia, a Ministra
referiu que estas asseguram «condições de vida e um enquadramento quotidiano
que não reproduza mais uma vez um ambiente socioeducativo artificial, mas que
promova antes pontes e pontos de contactos seguros com o contexto real em que
passarão a viver a sua vida».
Francisca Van Dunem afirmou que «o Governo está seguro de
que a criação desta Casa de Autonomia em Lisboa proporcionará aos jovens
condições de acolhimento que permitirão conjugar a satisfação das suas
necessidades, o seu normal desenvolvimento e a exequibilidade das obrigações e
regras de conduta judicialmente impostas durante o período de supervisão
intensiva».
As Casas de Autonomia são uma resposta orientada para o
período «imediatamente sequente ao internamento em Centro Educativo, quando os
jovens são devolvidos ao contexto comunitário em que viverão no futuro».
A supervisão intensiva é uma das medidas contempladas pela lei
tutelar educativa e «procura testar o jovem na sociedade, durante o processo de
internamento, colocando de lado a total privação da liberdade e transformando o
confinamento num regime progressivo de reinserção».
«A assinatura deste protocolo representa para nós um enorme
avanço na concretização da ideia de retorno gradual à vida responsável», disse Van
Dunem.
