É fundamental «consolidar esta fase descendente» de novos contágios
Primeiro-Ministro agradeceu esforço de todos os portugueses que tem permitido baixar o número de infetados pelo novo coronavírus

Primeiro-Ministro, António Costa, após reunião sobre situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal, Lisboa, 3 dezembro 2020
Primeiro-Ministro, António Costa, após reunião sobre situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal, Lisboa, 3 dezembro 2020
O Primeiro-Ministro, António Costa, agradeceu aos portugueses «o grande esforço que tem vindo a ser feito e que tem estado a produzir resultados», com a diminuição do número de novos infetados pelo novo coronavírus.
No final de apresentação da situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal, que decorreu em Lisboa, António Costa disse que «há uma clara indicação de que teremos dobrado o pico desta segunda vaga e que entrámos na fase descendente, quer em número de novos contágios, quer também em nível de internamentos».
O Primeiro-Ministro afirmou que estes números indicam que «as medidas adotadas têm estado a dar resultados, mas que é fundamental consolidar este processo»:
«Não podemos, neste momento, aliviar a situação de forma a que esta dinâmica descendente prossiga de forma a podermos chegar ao periodo de Natal com a situação devidamente controlada», explicou.
António Costa referiu também que os meses de janeiro e de
fevereiro trarão riscos acrescidos de contágio - «seja pelas questões de
temperatura, seja pelos convívios natalícios, seja pela confluência de outros
fatores como, por exemplo, o vírus da gripe» - pelo «que é necessário
prosseguir esse caminho para que possamos controlar e consolidar esta
situação».
Vacina contra a Covid-19
Sobre a vacina contra a Covid-19 - e cujo plano será hoje apresentado - o Primeiro-Ministro afirmou que «as mais avançadas» estão já em fase de apreciação e validação pela Agência Europeia do Medicamento, de modo a assegurar «que não se facilitou na exigência e no rigor» para a administração da mesma.
«As vacinas validadas pela Agência Europeia do Medicamento
merecem toda a confiança quanto à sua eficácia, quanto aos efeitos adversos que
possam produzir e quanto à durabilidade dessa imunidade», pelo que «há todas as
razões para, neste momento, podemos confiar no trabalho» desta instituição,
disse ainda.
