Escola de oficiais da polícia tem mais cadetes lusófonos
Ministro da Administração Interna atribui aumento ao reforço da imagem externa da PSP

Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, na abertura do Ano Académico do ISCPSI, Lisboa, 12 novembro 2019 (Foto: Tiago Petinga/LUSA)
Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, na abertura do Ano Académico do ISCPSI, Lisboa, 12 novembro 2019 (Foto: Tiago Petinga/LUSA)
Aumentou o número de cadetes lusófonos a frequentar o Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI). Durante o ano letivo 2019/2020, esta instituição de ensino superior público vai formar 56 futuros oficiais da polícia provenientes de Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau.
Para o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, este aumento «traduz a dimensão de um compromisso simultâneo de afirmação de valores próprios da participação de Portugal na União Europeia e com os Países de Língua Oficial Portuguesa». Resulta ainda do reforço da presença externa da PSP, no âmbito da Frontex, das missões de cooperação policial com forças congéneres de países amigos, da participação em ações da União Europeia e das Nações Unidas.
Eduardo Cabrita, que falava na abertura do Ano Académico do ISCPSI, destacou ainda a presença dos embaixadores dos países de língua oficial portuguesa na cerimónia, referindo que, mais do que uma comunidade lingústica, constituem «uma comunidade de partilha de valores fundamentais».
Antes de terminar, o Ministro desejou aos cadetes oriundos de países lusófonos que a confiança que lhes foi depositada, pela família e pelos amigos, corresponda a um compromisso onde eles possam projetar, no seu percurso profissional, «os valores que justificam a existência da PSP e a existência deste Instituto».
O ISCPSI já formou, até ao momento, quase 700 oficiais da polícia. Destes, quase 150 eram provenientes de países de língua oficial portuguesa.
