Ferrovia contribui para que a transição climática seja socialmente justa e equilibrada
Setor é «uma prioridade indiscutível da ação deste Governo», relembrou o Ministro das Infraestruturas e da Habitação

Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, na conferência «High-speed Rail and City-to-City Connections», Lisboa, 2 setembro 2021
Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, na conferência «High-speed Rail and City-to-City Connections», Lisboa, 2 setembro 2021
O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou que o transporte ferroviário tem um «papel muito importante a contribuir para que a transição climática seja socialmente justa e equilibrada».
Pedro Nuno Santos falava na Conferência «High-speed Rail and City-to-City Connections», em Lisboa, onde esteve também a Comissária dos Transportes, Adina Valean.
Na sua intervenção, o Ministro disse também que «sem justiça social, não haverá transição climática»:
«Não será possível nem é justo obrigar as pessoas que já passam dificuldades diariamente a suportar maiores custos em dinheiro ou em tempo, quando ambos esses recursos já são tão escassos nas suas vidas. A liberdade de escolha é, por vezes, um luxo. Não podemos ter ilusões quanto a isso», acrescentou.
Para Pedro Nuno
Santos, em matéria de mobilidade, o Governo tem «obrigação de oferecer aos
cidadãos soluções que lhes permitam, ao mesmo tempo, melhorar a sua qualidade
de vida e ser mais sustentáveis para o ambiente».
Ferrovia é uma
prioridade do Governo
Relembrando que a ferrovia foi, desde o início, «uma prioridade indiscutível da ação deste Governo», o Ministro destacou as obras em curso, ainda que haja muito trabalho a fazer, após «décadas de desinvestimento»:
«Temos em curso obras de modernização em todos os principais corredores da nossa rede ferroviária. Temos também - já bastante avançadas - as obras da construção do maior troço de nova linha férrea em muitas décadas, a nova linha Évora – Elvas, que é uma peça chave na criação de uma ligação rápida entre Lisboa e Madrid», explicou.
Pedro Nuno Santos
referiu também que «na próxima década, Portugal tem três grandes prioridades
para o desenvolvimento da sua rede ferroviária: concluir a eletrificação e
modernização de toda a rede, resolver as limitações à capacidade nas áreas
metropolitanas, e criar um eixo da alta velocidade entre o Porto e Lisboa,
estendendo-o depois para norte até à Galiza».
Ligação
Lisboa-Porto-Vigo
Sobre a construção das novas linhas entre o Porto e Lisboa e entre o Porto e Vigo o Ministro disse que o investimento «está a ser pensada de forma perfeitamente integrada na rede existente», ficando as duas áreas metropolitanas ligadas em 1 hora e 15 minutos e, «as cerca de 8 milhões de pessoas que se encontram entre Braga e Setúbal ficarão ligados entre si em menos de 2 horas e pouco».
«É uma mudança
muito importante na estrutura do território português, que passa a ter uma
grande metrópole de escala europeia.
Mas os benefícios
também se estendem ao resto do País, através da redução dos tempos de viagem
que será possível fazer em muitas ligações a outras regiões, como a Beira Alta
ou o Alentejo» acrescentou, a propósito dos novos investimentos.
Plano
Ferroviário Nacional
Antes de terminar, Pedro Nuno Santos referiu o Plano Ferroviário Nacional - o primeiro da história de Portugal - «que irá estabelecer a rede e os serviços ferroviários de que o país precisa para lá de 2030», acrescentando que «dotar o País de um instrumento de planeamento de longo prazo para a ferrovia é um contributo indispensável para tentar garantir que o impulso que estamos agora a dar não se esgota em futuros ciclos políticos e que a conversa que agora iniciamos, neste Ano Europeu do Transporte Ferroviário, continua por muitos anos e décadas».
«O caminho-de-ferro
é um bem público. É nessa perspetiva que trabalhamos em Portugal e com os
nossos parceiros europeus», concluiu.
