Governo condecora Paulo Gonçalves com Colar de Honra ao Mérito Desportivo

Ministro da Educação enaltece «extraordinários feitos» e «a marca de água de ética e de altruísmo» do atleta

Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, entrega condecoração póstuma, o Colar de Honra de Mérito Desportivo ao motociclista Paulo Gonçalves falecido no Dakar 2020, Cascais, 29 janeiro 2020 (Foto: Miguel A. Lopes/LUSA)

Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, entrega condecoração póstuma, o Colar de Honra de Mérito Desportivo ao motociclista Paulo Gonçalves falecido no Dakar 2020, Cascais, 29 janeiro 2020 (Foto: Miguel A. Lopes/LUSA)

O motociclista Paulo Gonçalves foi condecorado, a título póstumo, com o Colar de Honra ao Mérito Desportivo, a mais alta distinção que o Governo pode entregar nesta área.
 
Durante a 24.ª Gala do Desporto da Confederação do Desporto de Portugal, o Ministro da Educação, que tutela o Desporto, afirmou que «o Governo decidiu atribuir, a título póstumo, a mais alta distinção desportiva nacional, o Colar de Honra ao Mérito Desportivo». 
 
Tiago Brandão Rodrigues enalteceu os «extraordinários feitos» e «a marca de água de ética e de altruísmo» do atleta.

O piloto português foi lembrado como um dos principais embaixadores portugueses no motociclismo, tendo conquistado o título de Campeão do Mundo de Ralis Todo-o-terreno em 2013, e alcançado o segundo lugar na prova «Rally Dakar» em 2015. Foi também o piloto português que maior número de títulos nacionais conquistou.

Na Gala, foi exaltado o momento em que o mundo ficou a conhecer a extraordinária atitude de Paulo Gonçalves quando este parou para ajudar um companheiro em plena prova, durante o Dakar 2016, em prejuízo da sua própria prestação.

O Ministro da Educação recordou que, entre muitos outros momentos, esse foi um dos que levou o Instituto Português do Desporto e Juventude a atribuir a Paulo Gonçalves o Prémio Nacional de Ética no Desporto de 2016. A própria Federação Internacional de Motociclismo atribuiu idêntica distinção.

A nível pessoal, o piloto será sempre lembrado como um desportista cuja carreira foi marcada pela «ética» e o «altruísmo», disse Tiago Brandão Rodrigues, enquanto entregava ao presidente da Federação Portuguesa de Motociclismo o Colar de Honra ao Mérito Desportivo. 

O motociclista português morreu aos 40 anos, em 12 de janeiro na sequência de uma queda na sétima de 12 etapas da 42.ª edição do Dakar, disputada na Arábia Saudita, naquela que era a sua 13.ª participação.
Tags: desporto
Áreas: Educação