Governo tomará «as medidas necessárias» em cada momento

Decisão de encerramento das escolas deve ser suportada técnica e cientificamente

Secretária de Estado da Educação, Inês Ramires,  e Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, no arranque da testagem  à Covid-19 em escolas, Tomar, 20 janeiro 2021

Secretária de Estado da Educação, Inês Ramires, e Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, no arranque da testagem em escolas, Tomar, 20 janeiro 2021

A Secretária de Estado da Educação, Inês Ramires, afirmou que o Governo avaliará, a cada momento, a evolução da situação epidemiológica no País e tomará «as medidas necessárias».

Inês Ramires esteve com o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, na escola secundária de Santa Maria do Olival, em Tomar, no início da campanha de testagem ao novo coronavírus a alunos, professores e funcionários do ensino secundário e que irá decorrer de «forma continuada e constante» em todo o País, a começar pelos concelhos de maior risco.

A Secretária de Estado disse que este arranque dos testes rápidos antigénio visa «dar mais instrumentos às escolas para continuarem a ser locais seguros».

Inês Ramires referiu que as testagens realizadas no primeiro período do ano letivo «revelaram incidências mínimas em ambiente escolar» e que o sistema «tem funcionado», enviando para casa «quem deve ir para casa» e ficando na escola quem aí deve permanecer. 

A Secretária de Estado reafirmou ainda a importância da escola para «uma série de alunos», para quem este é o local onde «conseguem um enquadramento» que permite uma melhoria nas suas vidas.

Tomar decisões consoante a situação

Também o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde disse que o Governo está a «acompanhar de muito perto» a evolução da situação e que tem «a humildade suficiente para tomar as melhores decisões de acordo com aquilo que é a própria evolução epidemiológica».

Sobre o fecho das escolas, António Lacerda Sales referiu que essa decisão deve ser suportada técnica e cientificamente e ter em conta diversos enquadramentos, de forma a que a decisão política «responda às necessidades dos portugueses».

«Nenhum sistema de saúde tem uma resposta ilimitada em nenhuma parte do mundo. Nós temos capacidade de resposta, de expandir a rede, como já foi comprovado», afirmou ainda.

Áreas: Educação