Modernização das pescas é uma aposta do Ministério do Mar

Governo está ciente que tem de responder à urgência ambiental com sentido de justiça social, disse o Ministro do Mar

Ministro do Mar, Ricardo Serão Santos, no Encontro Nacional sobre Pescas, Sesimbra, 13 novembro 2021

Ministro do Mar, Ricardo Serão Santos, no Encontro Nacional sobre Pescas, Sesimbra, 13 novembro 2021

«O meu profundo agradecimento aos armadores e pescadores pela determinação em contribuirem para melhorar a capacidade de resposta do setor, incluindo no difícil período da pandemia», disse o Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, na sessão de encerramento do Encontro Nacional sobre as Pescas, com o mote «Dia Nacional do Mar 2021 - Valorizar as Pescas e o Mar, valorizar o País», em Sesimbra, e que se insere nas celebrações do #dianacionalmar (16 de novembro).

Na sessão de encerramento intervieram, ainda, os representantes das entidades organizadoras do evento: o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus, o presidente da Mútua dos Pescadores, João Delgado, e o presidente da Docapesca - Portos e Lotas, Sérgio Faias.

O Ministro recordou que, no âmbito das medidas específicas destinadas a atenuar o impacto do surto de Covid-19 no setor da pesca e da aquicultura, o Ministério do Mar defendeu, no quadro no Conselho Europeu das Pescas e junto da Comissão, a alteração do Regulamento do FEAMP, permitindo reforçar os apoios à paragem da frota, as compensações por perda de rendimento na aquicultura e o restabelecimento do mecanismo de armazenagem.

As alterações introduzidas permitiram atribuir mais de 11 milhões de euros de apoios nas cerca de 860 candidaturas aprovadas. Foi ainda criada a Linha de Crédito ao Setor das Pescas no total de 40 milhões de euros.

«A pesca é um elemento central na nossa Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030. Pretendemos garantir que o desenvolvimento do setor continue na senda da sustentabilidade, em todas as suas dimensões, social, económica e ambiental. Para ter futuro, a pesca tem de ser gerida de acordo com conhecimento científico, produzido pela biologia pesqueira, mas também pelas ciências sociais e não pode alhear-se das tecnologias inovadoras que estão ao seu dispor», disse o Ministro do Mar.

O Ministério do Mar está a trabalhar para encontrar os mecanismos que permitam reestruturar e modernizar a frota pesqueira, mas também incrementar as condições de trabalho e de segurança a bordo. Outra vertente é melhorar e diversificar a formação dos ativos para a sua valorização. Neste contexto, na componente 10 do Plano de Recuperação e Resiliência, dedicada ao Mar, estão previstos 20 milhões de euros para a transição energética nas embarcações de pesca.

«Não podemos cometer os mesmos erros ambientais e sociais associados ao crescimento industrial que atravessou o século XX. Com base numa melhor gestão científica das pescas temos assistido, nos últimos anos, à recuperação de alguns stocks de pescado que estavam sobre-explorados ou intensamente explorados. Hoje sabemos que podemos aumentar as capturas de pescado se recuperarmos os stocks e gerirmos melhor as pescarias», afirmou Ricardo Serrão Santos.

O Governo está ciente que tem de responder à urgência ambiental com sentido de justiça social e que os desafios sociais e os desafios ecológicos são parte da mesma luta pela sustentabilidade, pela justiça e pela igualdade.

Tags: pesca
Áreas: Mar