«NATO permanece essencial para garantir a paz e a segurança a um vasto espaço»
Portugal acolheu, em Lisboa, a 67.ª Sessão Anual da Assembleia Parlamentar da Aliança Atlântica

Primeiro-Ministro, António Costa, intervindo na 67.ª Sessão Anual da Assembleia Parlamentar da NATO, Lisboa, 11 outubro 2021 (Foto: Manuel da Almeida/Lusa)
Primeiro-Ministro, António Costa, intervindo na 67.ª Sessão Anual da Assembleia Parlamentar da NATO, Lisboa, 11 outubro 2021 (Foto: Manuel da Almeida/Lusa)
O Primeiro-Ministro, António Costa, afirmou que «a NATO permanece essencial para garantir a paz e a segurança a um vasto espaço, já com trinta países, no qual continua a concentrar-se grande parte da prosperidade, do desenvolvimento tecnológico e da vivência dos valores democráticos ao nível mundial».
António Costa intervinha na 67.ª Sessão Anual da Assembleia Parlamentar da NATO, que decorreu em Lisboa, onde os representantes de todos os parlamentos nacionais dos aliados estiveram reunidos para discutir o futuro da Aliança Atlântica.
«Enquanto fundador e membro empenhado da NATO, foi uma honra para Portugal acolher, nos últimos dias a Sessão Anual da Assembleia Parlamentar, aqui em Lisboa, uma cidade desde sempre voltada para o Atlântico», disse o Primeiro-Ministro, felicitando também os participantes «pelos importantes debates realizados durante os últimos dias» e pelo seu «contributo para a promoção dos valores democráticos fundamentais que estão na base da Aliança Atlântica».
António Costa afirmou que, «ao reunir representantes de todos os parlamentos nacionais dos Aliados, bem como de países que connosco procuram uma associação mais estreita, a Assembleia Parlamentar não só aumenta a participação pública em áreas relevantes para a nossa segurança coletiva, mas contribui também para o fortalecimento da democracia parlamentar em toda a região euro-atlântica».
«NATO está em permanente evolução e adaptação»
O Primeiro-Ministro disse também que «a NATO está em permanente evolução e adaptação», sendo esse «um dos segredos do seu sucesso enquanto aliança política e militar» e que «os Aliados só podem responder a esse processo de adaptação a um ambiente internacional em mudança se souberem manter a regra da solidariedade e da consulta recíproca e não se deixarem tomar por crises de confiança».
António Costa afirmou que «a NATO permanecerá cada vez mais relevante num cenário de complexidade marcado por uma reconfiguração geoestratégica mundial de contornos e consequências ainda não totalmente definidos».
A atenção que «a NATO tem vindo a dar às ameaças decorrentes dos desafios globais, como as alterações climáticas e a utilização de novas tecnologias para fins prejudiciais por agentes estatais e não estatais» foi outro dos aspetos destacados por António Costa.
Portugal no centro do espaço euro-atlântico
O Primeiro-Ministro relembrou também que «Portugal está no centro do espaço euro-atlântico a que a NATO proporcionou mais de sete décadas de paz». Uma centralidade que, conforme refere, é reforçada «pela importância geoestratégica dos Açores na projeção do poder militar da Aliança e na aproximação política e social entre as duas margens do Atlântico».
«Firmemente ancorado no continente europeu, mas voltado para o Atlântico, Portugal vê no reforço da cooperação entre a NATO e a UE a melhor forma de enfrentarmos em conjunto desafios comuns», acrescentou.
