Número de armas apreendidas este ano é quatro vezes superior ao de 2015
Número de armas entregues pelos cidadãos aumentou cerca de 25% comparativamente a 2006

Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, em ação de destruição de armas, Maia, 10 julho 2020
Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, em ação de destruição de armas, Maia, 10 julho 2020
O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita,
afirmou que o número de apreensões de armas ao longo do último ano é quatro
vezes superior quando comparado com 2015.
As armas agora destruídas foram declaradas como perdidas a favor do Estado no decorrer de processos-crime, processos de contraordenação ou entregas voluntárias. Nesta ação foram destruídas 17.183 armas, elevando para cerca de 200 mil as armas destruídas pela PSP desde 2014.
Do total destruído, 7.279 foram entregues, até ao dia 03 junho, voluntariamente por cidadãos no decorrer da alteração da lei de armas aprovada pela Assembleia da República.
Contributo dos cidadãos aumentou cerca de 25%
Em declarações aos jornalistas, Eduardo Cabrita destacou o «contributo e participação muito ativa dos cidadãos», afirmando que também o número de armas entregues pelos cidadãos aumentou cerca de 25% comparativamente a 2006.
Para o Ministro esta ação contribui para que Portugal «se destaque como um dos países mais seguros e pacíficos do mundo», o que reforça a terceira posição «tão significativa» que, pelo segundo ano consecutivo, o país ocupa no Global Peace Index.
«Em 2014 estávamos apenas em 18.º lugar e fomos gradualmente melhorando, até atingirmos este 3.º lugar que parece difícil de superar», disse Eduardo Cabrita, acrescentando que o objetivo é «manter este nível» de segurança.
O ministro relembrou ainda que os anos de 2018 e 2019,
segundo o relatório anual de segurança interna, foram os «anos com menores
índices de criminalidade", defendendo que o "desafio" que se coloca agora é o
"continuar a trabalhar todos os dias para consolidar estes resultados».
