Portugal e China podem ser parceiros numa nova geração de infraestruturas de transporte
Programa Nacional de Investimentos constitui uma oportunidade às quais as empresas chinesas já estão a responder

Ministro das Infraestruturas da Habitação, Pedro Nuno Santos, na China Brand Show, Lisboa, 22 novembro 2019
Ministro das Infraestruturas da Habitação, Pedro Nuno Santos, na China Brand Show, Lisboa, 22 novembro 2019
O Ministro das Infraestruturas da Habitação, Pedro Nuno Santos, visitou a China Brand Show, um evento que visa aproximar as empresas chinesas das empresas portuguesas e estas às entidades públicas dos dois países.
Na sessão de abertura da exposição, em Lisboa, o Ministro referiu-se aos aos desafios ambientais, à transição energética e às implicações para a indústrias automóvel, relembrando que «Portugal é um País com uma rede viária das mais desenvolvidas da Europa» porque «ao longo dos anos investiu-se bastante na indústria automóvel», uma vez que «o cidadão português valoriza o automóvel como um instrumento da sua autonomia». «Será um meio de transporte sempre central em qualquer estratégia de mobilidade futura», acrescentou.
A propósito da cooperação entre Portugal e a China - que já tem 40 anos - Pedro Nuno Santos referiu que a mesma se traduziu na Parceria Estratégica Global entre os dois países, assinada em 2005, e que foi reforçada, há cerca de um ano, por ocasião da visita do Presidente Xi Jinping a Portugal.
É «uma parceria que promove uma visão estratégica e de longo prazo assente nos princípios de respeito mútuo, do igual tratamento e do benefício recíproco», acrescentou.
Programa Nacional de Investimentos
O Ministro referiu também o Programa Nacional de Investimentos - um documento estruturante com as opções de investimento para a próxima década e sobre o qual o Governo está a trabalhar - onde estão definidos os três grandes objetivos para uma nova geração de infraestruturas de transporte em Portugal: «Reduzir significativamente os tempos de viagem ao longo da faixa atlântica, mudando a forma como as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto se relacionam entre si»; «Reforçar a unidade do território, construindo e requalificando ligações ferroviárias em zonas de menor densidade populacional»; e «transformar o paradigma da mobilidade nas áreas metropolitanas» uma vez que «só uma mobilidade urbana coletiva onde a ferrovia seja estruturante da rede permitirá que as cidades devolvam o espaço público às pessoas».
Para Pedro Nuno Santos, esta é «uma oportunidade à qual as empresas chinesas já estão a responder, em particular para os metros de Lisboa e do Porto, e desejamos que assim o possam continuar a fazer».
O Governo está «naturalmente aberto à criação de parcerias tecnológicas e comerciais com empresas chinesas especializadas em componentes que sirvam setores congéneres como são o automóvel e o ferroviário», estabelecendo «parcerias comerciais, fortalecendo sinergias entre setores industriais e, assim, reforçando os 40 anos de relações diplomáticas entre os dois países», concluiu.
