Portugal recebeu 8 mil pedidos de vistos por via eletrónica desde março
Novo modelo de gestão consular é «um dos projetos-bandeira» da área governativa dos Negócios Estrangeiros no Plano de Recuperação e Resiliência

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, na sessão plenária na Assembleia da República, 3 março 2021
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, na sessão plenária na Assembleia da República, 3 março 2021
«A plataforma e-Visa recebeu, desde março, oito mil pedidos de vistos por via eletrónica», disse o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.
Numa sessão plenária na Assembleia da República, Augusto Santos Silva disse que a nova rede de processamento de vistos visa promover o acesso digital permanente aos serviços consulares.
«O objetivo é claro: que todos os atos consulares que dispensem a obrigatoriedade de presença física possam ser feitos eletronicamente e que os serviços consulares estejam disponíveis 24 horas por dia, todos os dias do ano, acessíveis digitalmente a partir de qualquer ponto do mundo», referiu.
Na sua intervenção inicial perante os deputados, o Ministro disse que o novo modelo de gestão consular é «um dos projetos-bandeira» da área governativa dos Negócios Estrangeiros no Plano de Recuperação e Resiliência, acrescentando que são já visíveis resultados.
«O ato único de gestão consular está hoje aplicado em quase todos os postos consulares. O Centro de Atendimento Consular já funciona para cinco países: Espanha, Reino Unido, Luxemburgo, Irlanda e Bélgica», disse Augusto Santos Silva.
Recorde-se que o novo modelo de gestão consular para tratar
por via digital tudo o que não exigir a presença do cidadão foi apresentado
pelo Governo como eixo essencial da transformação digital dos Negócios
Estrangeiros em 2021, tendo um orçamento indicativo 14 milhões de euros.
Promoção internacional da língua e cultura portuguesas
Augusto Santos Silva destacou igualmente o trabalho feito por Portugal no domínio da promoção internacional da língua e cultura portuguesas.
«Mesmo nas condições difíceis da pandemia, este é um encargo em que não podemos vacilar. Em 2021, o número de cátedras de estudos portugueses, nos vários continentes, ascende a 53, o que compara com as 39 que existiam em 2016», afirmou.
O Ministro destacou ainda o arranque de «um projeto para o lançamento de um dicionário de língua portuguesa em Moçambique, com financiamento do instituto Camões, através do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP)».
«É o primeiro dicionário da língua comum de Saramago e Mia
Couto que se publicará fora de Portugal e do Brasil», disse.
