Primeiro-Ministro chama a atenção para «aumento significativo do risco de incêndio»

Aumento de temperatura dos próximos dias será acompanhado de um aumento significativo do risco de incêndio

Primeiro-Ministro António Costa e Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, após o briefing da ANECP, Oeiras 12 agosto 2021  (foto: Manuel de Almeida/Lusa)

Primeiro-Ministro António Costa e Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, após o briefing da ANECP, Oeiras 12 agosto 2021 (foto: Manuel de Almeida/Lusa)

O Primeiro-Ministro António Costa, acompanhado pelo Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, esteve presente no briefing operacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que se realizou na sua sede, em Oeiras, no qual tomou conhecimento das «medidas para pré-posicionar forças, para o caso de terem de intervir, o que será acompanhado pelo comandante nacional das operações de socorro».

No final da reunião, o Primeiro-Ministro destacou que, segundo a informação do Instituto do Mar e da Atmosfera, «iremos ter, de sábado a terça-feira, um agravamento das temperaturas, sobretudo em todo o interior norte e centro e no Alentejo e no Algarve, que será acompanhado por um aumento significativo do risco de incêndio».

António Costa pretendeu ainda, com esta presença, «alertar os portugueses para que um Portugal sem chamas depende também de todos nós e de evitarmos todos os comportamentos de risco», destacando a necessidade de evitar o uso de máquinas e ferramentas agrícolas «que, muitas vezes, inadvertidamente, libertam fagulhas das quais derivam grandes incêndios».

«A melhor forma que temos de apoiar a proteção civil, e os bombeiros, em particular, é que todos nos compenetremos da necessidade de evitar esses comportamentos», disse, retomando o apelo feito a 11 de agosto.

O Primeiro-Ministro afirmou ainda que os incêndios são «um desafio permanente, que resulta em grande medida das alterações climáticas», referindo «as imagens terríveis dos incêndios no sul da Europa, que nos fazem recordar o que vivemos no nosso País em anos anteriores. Nos últimos anos tem sido possível reduzir significativamente o número de incêndios e a área ardida em Portugal, mas isso não nos deve deixar tranquilos porque o risco de incêndio não está ultrapassado». 

Aldeia Segura

António Costa, respondendo a uma pergunta da imprensa, referiu o programa Aldeia Segura, destinada a «capacitar as populações para terem uma atitude preventiva e de autoproteção em caso de incêndio», que «foi uma recomendação expressa da comissão que fez a avaliação dos incêndios de 2017».

«Tem sido um programa importante para que haja consciência cívica e para assegurar a proteção de todos, nas suas aldeias, enquanto as forças da proteção civil não chegam ao local», disse, acrescentando que «fazemos dele uma avaliação muito positiva e, ainda no recente incêndio de Portimão, deu uma contribuição muito importante para evitar danos materiais e, sobretudo, danos pessoais».