Queremos um Alentejo forte, renovado e de olhos postos no futuro
Ministra da Coesão Territorial destacou papel da região «num futuro de inovação, de tecnologia e de conhecimento»

Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, na Portugal Air Summit, Ponte de Sor, 21 outubro 2020
Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, na Portugal Air Summit, Ponte de Sor, 21 outubro 2020
«Queremos que o Alentejo se renove e robusteça, que construa e aproveite as universidades, os politécnicos, os centros de conhecimento e laboratórios colaborativos. Que combata, ao nosso lado, essa ideia de Interior pobre e rural, porque hoje tem opções e pode escolher novos caminhos. E pode voar até eles», afirmou a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.
A Ministra falava no Portugal Air Summit, a maior cimeira ibérica de aeronáutica que se realiza pela quarta vez em Ponte de Sor, onde também foi assinado um protocolo entre o CEiia e a empresa Desaer para o desenvolvimento de uma aeronave ligeira de nova geração para um mercado de curtas distâncias, multi-configurável para maior flexibilidade na logística de passageiros e mercadorias, desenhada para menores custos operacionais e maior sustentabilidade, prevendo ainda a evolução para plataforma neutra em carbono.
Ana Abrunhosa referiu, na sua intervenção, que os fundos europeus do Programa Operacional Regional Alentejo 2020 vão permitir um investimento de 6 milhões de euros destinados «à contratação de 58 profissionais altamente qualificados» para este e outros projetos da região.
Este «é um projeto estruturante para Ponte de Sor, para Portalegre, para a região do Alentejo, mas, acima de tudo, para o país», disse a Ministra, acrescentando que o seu papel «enquanto governante com a tutela dos fundos europeus regionais, é garantir que estes fundos possam servir para a aposta em áreas estratégicas, como esta» e «garantir que que eles «sejam uma arma no combate às desigualdades e um instrumento de afirmação dos territórios».
Ana Abrunhosa
classificou ainda o Alentejo como uma região que investe «num futuro de
inovação, de tecnologia e de conhecimento, com empresas preparadas e
alavancadas em ciência» e «onde se trabalha a partir da transferência de
conhecimento e tecnologia da academia para as empresas, em rede, num esforço
conjunto de que todos beneficiam, mobilizando a região e envolvendo todos os
atores».
