Reforçar a capacidade estratégica autónoma da União Europeia
Ministros da Defesa estiveram reunidos para discutir a Bússola Estratégica na área da segurança e defesa

Ministro da Defesa Nacional, acompanhado pelo Alto Representante da União Europeia para os Assuntos Internos e Política de Segurança e pelo Ministro da Defesa Nacional da Eslovénia, Eslovénia, 2 setembro 2021 (Foto: União Europeia)
Ministro da Defesa Nacional, acompanhado pelo Alto Representante da União Europeia para os Assuntos Internos e Política de Segurança e pelo Ministro da Defesa Nacional da Eslovénia, Eslovénia, 2 setembro 2021 (Foto: União Europeia)
O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou que a experiência no Afeganistão acentuou a importância do reforço da capacidade estratégica autónoma da União Europeia (UE).
Numa declaração à agência de noticias Lusa, na Eslovénia, após a reunião dos ministros da Defesa da UE sobre a Bússola Estratégica – o documento que está a ser preparado pelos 27 a traçar a estratégia europeia na área da Segurança e Defesa - João Gomes Cravinho referiu que o nível de convergência entre os Estados-membros «é muito elevado».
«Creio que esta experiência recente no Afeganistão teve o condão de acentuar a importância de aumentarmos o nosso nível de ambição na bússola estratégica», disse o Ministro, pelo que o grande desafio agora é «concretizar, sobretudo no que toca a capacidades, este sentimento de que a Europa tem de saber defender e promover os seus próprios interesses, aquilo que são interesses estratégicos da UE, mesmo quando não há outros parceiros que considerem interesses estratégicos, nomeadamente os Estados Unidos e a NATO».
Para o Ministro, «há todo o interesse em ter com os Estados Unidos e a NATO uma relação forte, mas há também todo o interesse em poder agir quando a NATO e os Estados Unidos não têm o mesmo interesse que a União Europeia».
«Em termos do momento que nós vivemos, de finalização da Bússola Estratégica, creio que esta reunião é muito oportuna, porque permitiu agora avançarmos na parte final da escrita da Bússola Estratégica com muita confiança», disse ainda.
João Gomes Cravinho disse também que prevaleceu, na reunião, «um sentimento de urgência do desenvolvimento de uma capacidade de resposta europeia a situações neste momento imprevisíveis» e que, com toda a probabilidade, «irão ocorrer de uma forma ou outra», exigindo uma «capacidade de intervenção militar da UE».
