Segurança Social está a desenvolver plataforma para identificar sem-abrigo em tempo real
Sistema faz parte da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo
A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Godinho, referiu que está a ser desenvolvida uma plataforma para identificar, em tempo real, todos os casos de sem-abrigo pelas instituições e associações que lhes dão apoio, permitindo uma articulação de quem atua no terreno.
Em declarações à agência de notícias Lusa durante uma visita à associação de apoio a pessoas em situação de sem-abrigo «João 13», em Lisboa, Ana Godinho explicou que esta plataforma faz parte da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo, e está a ser desenvolvida pelo Instituto de Segurança Social, sublinhando que «era o instrumento que faltava para articular as entidades que trabalham no terreno».
A Ministra disse ainda que a nova plataforma «vai permitir identificar em tempo real todos os casos de sem-abrigo por todos os intervenientes, para que possam ter informação das situações sinalizadas e haver garantia de acompanhamento e rastreamento permanente, até para garantir maior segurança das pessoas».
Trabalho conjunto
A visita à associação «João 13» teve como objetivo, segundo a Ministra, «valorizar quem, no dia a dia, presta apoio aos sem-abrigo, muitos deles em voluntariado».
Esta associação, que funciona seis dias por semana a partir das 18:00, junto ao Panteão Nacional, recebe diariamente entre 50 a 60 pessoas, que ali vão para tomar banho e comer uma refeição quente.
Para Ana Mendes Godinho, «este tipo de respostas em conjunto são importantes «para garantir a missão comum de responder à grande necessidade de criar condições para que estas pessoas saiam na rua».
«Estamos a tentar identificar os problemas que têm. Sabemos que há questões de alojamento, saúde em geral, mental e oral em particular, adições, e reintegração profissional que é preciso resolver», acrescentou.
Em 2018 existiam, em Portugal, 3396 pessoas sem teto ou sem casa, estando atualmente a serem tratados os números do inquérito realizado este ano e cujos resultados serão conhecidos «no início de 2020».
