Transporte de passageiros a pedido aumenta mobilidade em territórios vulneráveis

Objetivo principal deste projeto é o de colmatar limitações ao nível do acesso ao transporte público convencional

Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, durante a apresentação do SIT Flexi (Transporte Flexível a Pedido) em Vila Nova de Poiares, 25 junho 2021

Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, durante a apresentação do SIT Flexi (Transporte Flexível a Pedido) em Vila Nova de Poiares, 25 junho 2021

A Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, afirmou que o projeto que vai ser implementado até agosto por 18 dos 19 municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra vai aumentar a mobilidade em territórios vulneráveis.

«Permite às pessoas ter transporte no dia em que necessitam e para o local onde necessitam com um telefonema», disse a Ministra durante a apresentação do SIT Flexi (Transporte Flexível a Pedido) em Vila Nova de Poiares.

O objetivo principal deste projeto é o de colmatar limitações ao nível do acesso ao transporte público convencional, oferecendo acessibilidade em territórios de baixa densidade.

Ana Abrunhosa referiu que este serviço é «um excelente exemplo, que deve incentivar outros territórios que têm até problemas mais graves em termos de mobilidade do que a CIM da Região de Coimbra».

Coimbra é o único município da Comunidade Intermunicipal que não terá em funcionamento este serviço que, para ser utilizado, requere a realização de uma reserva até às 15h00 do dia anterior à data do transporte pretendido.

O serviço garante ainda interoperabilidade com outros meios de transporte, integração com outros sistemas de informação e uma bilhética integrada.

«Não há coesão social e territorial se permitirmos que parcelas dispersas do território fiquem isoladas, condenando a sua população que, normalmente, é a mais vulnerável», destacou Ana Abrunhosa.

A Ministra realçou que «onde quer que viva um português tem de haver acesso até ele e forma de permitir que ele se desloque». «Onde essas rotas de transporte não existam por falta de rentabilidade para os operadores privados é obrigação do Estado intervir e cumprir o seu papel», disse.

O projeto tem como objetivo assegurar uma continuidade territorial da mobilidade, «ultrapassando carências no transporte público convencional nas zonas mais frágeis do nosso território, sejam do interior ou do litoral».