Parcerias Internacionais

A Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior repudia e desmente inequivocamente a informação transmitida este domingo por alguns órgãos de comunicação social que a acusam de ter escondido um parecer solicitado pelo Conselho Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação (CNTI) a um conjunto de especialistas, de forma a avaliar as parcerias desenvolvidas pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) com três universidades norte-americanas, a Carnegie Mellon University, o MIT e a University of Texas at Austin. 

A tutelar da pasta da ciência refuta igualmente a mensagem transmitida pelos órgãos de comunicação social de que é intenção do Governo acabar com as parcerias que se integram na iniciativa goPortugal – Global Science and Techonology Partnerships Portugal. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior não pôs um fim às referidas parcerias. Em vez disso, e porque o contrato vigente terminará a 31 de dezembro, prevendo uma renovação automática até 2030, a tutela, através da FCT, iniciou um processo de renegociação para um novo contrato.

Nesse sentido, a FCT enviou uma carta a essas instituições com os termos da nova renegociação e no qual afirma que pretende preservar "a cooperação internacional para além da cessação deste acordo específico", numa estratégia que sirva os interesses e desafios atuais e futuros da ciência e tecnologia, globalmente, nas diferentes áreas do conhecimento. 

Na mesma carta o Governo, através da FCT, garante que o documento transmite propostas preliminares que carecem de maior exploração e pormenorização, na esperança de que contribuam para reforçar as sinergias e consolidar a cooperação histórica com vantagens mútuas para as instituições envolvidas, nomeadamente na concessão de duplo grau aos doutorandos envolvidos nas parcerias. 

Comprovando o compromisso do Governo para com a manutenção e fortalecimento das parcerias, foram assinados protocolos com a Universidade da Califórnia, em Berkeley, e com  a Universidade de Stanford, ambos para fomentar o intercâmbio académico Portugal-Estados Unidos da América e a internacionalização da ciência portuguesa. 

Por outro lado, e porque o MCTES considera que qualquer parceria internacional deve ser feita com as melhores universidades mundiais, para além das universidades americanas citadas, há um reforço no âmbito da aliança das universidades europeias assim como universidades da Coreia do Sul. 

Mais se informa que o conteúdo da proposta agora efetuada resultou das contribuições e pareceres do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), do Conselho dos Laboratórios Associados (CLA), do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), dos Conselhos Científicos da FCT e de outras entidades do ecossistema nacional de ciência e tecnologia, que para o efeito foram ouvidas e que serviram de base à decisão tomada. 

Pelo exposto fica comprovado de que o Governo não pretendeu terminar as parcerias, as quais, há mais de 17 anos, promovem o desenvolvimento científico e tecnológico incentivando investigadores, estudantes e profissionais da indústria de várias disciplinas a trabalharem em conjunto, mas que claramente sirvam os interesses e os objetivos estratégicos de Portugal.