Intervenção do Ministro das Finanças no encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2022

«Faz hoje precisamente sete meses que as oposições se uniram neste Parlamento para chumbar a proposta de Orçamento do Estado para 2022. 

Abriram assim uma crise política no pior momento possível e infligiram pesadas consequências ao país e aos portugueses. Com uma pandemia ainda não totalmente ultrapassada; perante uma recuperação económica que importava apoiar e não comprometer; com evidências claras de aumento da inflação e nas vésperas da invasão da Ucrânia, um evento de profundas consequências humanitárias, sociais, políticas e económicas, o país ficou sem orçamento e sem Governo. 

Foi tempo perdido. Meses de paragem, de adiamento, de abrandamento da ação. Meses sem os instrumentos adequados para enfrentar as dificuldades. Meses com a administração pública diminuída dos meios e da direção para agir. Meses sem poder haver decisões em áreas críticas. Tempo perdido para os pensionistas que não viram o aumento reforçado das pensões. Tempo perdido para os jovens. Tempo perdido para as empresas. Tempo perdido para as famílias das classes médias.

A 31 de Janeiro, há quatro meses, os portugueses resolveram de forma clara a crise política, dando ao país uma maioria sólida, coesa e estável.»

Leia a intervenção na íntegra.