Conselho de Ministros classifica arquivo do Diário de Notícia como tesouro nacional
O arquivo do jornal Diário de Notícias abrange um arco temporal que decorre entre 1864 e 2003.
Foi aprovado em Conselho de Ministros um decreto que classifica o arquivo do jornal Diário de Notícias como tesouro nacional, abrangendo um arco temporal que decorre entre 1864 e 2003.
Segundo o decreto, esta classificação abrange «bens arquivísticos e fotográficos custodiados, atualmente, pela empresa Global Média Group, designadamente o arquivo administrativo e o arquivo da redação, como dossiers temáticos, recortes de imprensa, recortes de censura, desenhos originais de inúmeras individualidades». É também abrangido o «património de natureza fotográfica», incluindo «negativos de gelatina e sal de prata em vidro e em película, chapas de vidro históricas, provas em papel preto e branco e cor, bobines de microfilme e documentos eletrónicos».
O processo deu início em 2020, na sequência de um apelo público para a classificação urgente do arquivo do jornal Diário de Notícias que já conta com mais de 150 anos. A proposta nasceu através da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), dirigida por Silvestre Lacerda que, na altura, em declarações à agência Lusa, referiu que o objetivo era «que o arquivo fosse classificado como sendo de interesse nacional — equiparado a tesouro nacional — a mais alta designação para proteção de bens arquivísticos e fotográficos existente na lei sobre classificação de bens patrimoniais».
De ressalvar que, desde a abertura do processo, o arquivo ficou automaticamente protegido pela lei, não podendo sair do País. A lei prevê também que qualquer alteração nas suas condições tem de ser comunicada obrigatoriamente à DGLAB.
