Criado incentivo para investigadores se candidatarem a financiamento europeu
Objetivo é aumentar as candidaturas de projetos nacionais ao financiamento europeu, disse a Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, na Noite Europeia dos Investigadores, Lisboa, 30 setembro 2022
Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, na Noite Europeia dos Investigadores, Lisboa, 30 setembro 2022
Na Noite Europeia dos Investigadores, a Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, participou na abertura do painel «Sou cientista e faço política» onde realçou o papel do trabalho do cientista na «causa pública», referindo que «a relação entre a ciência e a política tem de ser mais estreita» e que todos têm a ganhar com essa proximidade.
A Ministra referiu «o contributo da ciência para a sociedade é inquestionável, com uma dimensão em que possibilita avanços nas áreas da saúde, da alimentação, do ambiente, da tecnologia, da energia», contribuindo para melhorar qualidade de vida das populações e enriquecendo as sociedades intelectual e culturalmente.
«Temos de ser mais competitivos em termos europeus e, acima de tudo, de diversificar as imensas fontes de financiamento que os cientistas têm à sua disposição», disse Elvira fortunato, anunciando que «os projetos portugueses que se candidatem aos programas de financiamento do Conselho Europeu de Investigação e passem à segunda fase das candidaturas e não sejam aprovados para financiamento, vão receber automaticamente um apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)».
O objetivo, explicou a Ministra, é incentivar os investigadores que trabalham em Portugal a concorrerem também ao financiamento europeu e não apenas ao financiamento da FCT, ao contrário do que acontece atualmente.
«É um incentivo, porque há poucos candidatos a estes fundos», referiu Elvira Fortunato, tanto mais que o financiamento europeu é significativamente superior face àquele que é feito em Portugal.
Elvira Fortunato disse ainda que os cientistas também ajudam os responsáveis políticos a tomar decisões, «ainda que por vezes impopulares, mas sempre com uma base científica», citando a pandemia de Covid-19 como exemplo.
A conversa com cientistas que também são políticos foi uma das dezenas de atividades que decorreram no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, durante a Noite Europeia dos Investigadores, numa edição dedicada a conhecer melhor fora do laboratório quem faz ciência.
A Noite Europeia dos Investigadores é organizada pela Ciência Viva e contou com a participação de investigadores de diversas Unidades de Investigação, Laboratórios de Estado e Universidades. Esta é uma iniciativa que junta cientistas e público dando a conhecer as paixões e os hobbies não-científicos de quem faz ciência no nosso País.
