DECIR 2022 entrou na fase de maior empenhamento
Ministro da Administração Interna elogiou o papel responsável das autarquias na prevenção e combate aos incêndios

Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, na cerimónia de inauguração do Campus de Proteção Civil de Vila Nova de Famalicão, 1 julho 2022
Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, na cerimónia de inauguração do Campus de Proteção Civil de Vila Nova de Famalicão, 1 julho 2022
O Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, alertou para o risco de incêndio no período de maior exigência do dispositivo de combate e congratulou-se com o envolvimento das autarquias no desígnio nacional da prevenção e da capacitação do sistema.
«A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em articulação com a Guarda Nacional Republicana, com as Forças Armadas, com as autarquias e, sobretudo, com os corpos de bombeiros, concebeu e instalou um dispositivo robusto, dotado no plano humano, material e tecnológico, apto a responder aos múltiplos riscos que podem surgir em matéria de proteção civil», afirmou José Luís Carneiro na cerimónia de inauguração do Campus de Proteção Civil de Vila Nova de Famalicão, no dia em que o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) entrou na fase de maior empenhamento.
Até 30 de setembro, estão no terreno 12 917 operacionais, 3062 equipas, 2833 veículos e 60 meios aéreos permanentemente disponíveis, significando que «o país, como um todo, está fortemente empenhado neste combate», disse o Ministro, sublinhando o investimento que tem vindo a ser feito pelo Governo nesta matéria.
«Estamos a falar de mais de 30 milhões de euros do Orçamento do Estado para os bombeiros portugueses, estamos a falar de 32 milhões de euros para o dispositivo terrestre do DECIR, mais 20 milhões para o dispositivo aéreo, e de um Orçamento do Estado que contempla um reforço em mais de 100% dos apoios concedidos para o Fundo de Proteção Social do Bombeiro, ou seja, o fundo que salvaguarda o futuro dos bombeiros portugueses», afirmou.
Na cerimónia, José Luís Carneiro destacou também os 40 milhões de euros disponibilizados no Plano de Recuperação e Resiliência para as florestas através do Programa MAIS Floresta, uma verba que tem como «objetivo reforçar a capacidade de resposta operacional dos agentes de proteção civil e a cobertura territorial no combate aos incêndios rurais, contribuindo para a reforma estrutural iniciada na sequência dos trágicos incêndios de 2017».
No Campus de Proteção Civil de Vila Nova de Famalicão vai ficar instalado um heliporto, uma Base de Apoio Logístico às operações de proteção e socorro e uma Base Operacional da Equipa de Análise e Uso do Fogo da Força Especial de Proteção Civil.
«Felicito a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão por esta aposta na defesa dos interesses das populações e na valorização do papel dos agentes de proteção civil, que têm hoje condições de trabalho adequadas aos desafios cada vez mais complexos que enfrentam», disse.
