
Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, na abertura do seminário «Qualificações na Defesa e Sociedade: Construir Sinergias e Criar o Futuro», Lisboa, 21 novembro 2022
Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, na abertura do seminário «Qualificações na Defesa e Sociedade: Construir Sinergias e Criar o Futuro», Lisboa, 21 novembro 2022
«É importante fomentar a qualificação e empregabilidade dos que ingressam nas Forças Armadas»
Helena Carreiras salientou a importância de alinhar a formação conferida nas Forças Armadas com o Sistema Nacional Qualificações
A Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, afirmou que esta área de soberania deve fazer «a sua parte na melhoria da qualificação profissional do País», sublinhando a importância de fomentar a empregabilidade dos que ingressam nas Forças Armadas.
«A Defesa Nacional não é exceção, podendo e devendo também fazer a sua parte em prol da melhoria da qualificação escolar e profissional da população portuguesa», disse.
Helena Carreiras falava na abertura do seminário «Qualificações na Defesa e Sociedade: Construir Sinergias e Criar o Futuro», organizado pela Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional com o apoio da Secretaria-Geral do Ministério da Defesa, que junta militares e entidades civis, no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa.
«Sabemos bem que o serviço militar não é apenas mais um emprego. Em Portugal, como noutros países, o que atrai os jovens são as características únicas da instituição e das suas atividades. Mas é também um emprego, oferecendo amplos percursos formativos e áreas profissionais», referiu.
Qualificação e empregabilidade nas Forças Armadas
Helena Carreiras disse que o caminho que deve ser feito é «o da promoção de um alinhamento crescente e contínuo com os requisitos do Sistema Nacional de Qualificações».
«Na componente militar da Defesa Nacional, isso implica acrescentar valor ao atual modelo de serviço militar, fomentando a qualificação e empregabilidade daqueles que escolhem ingressar nas Forças Armadas e ir ao encontro das expectativas daqueles que já se encontram nas fileiras», salientou.
Para os que agora ingressam nas Forças Armadas, continuou, «pressupõe oferecer uma oportunidade de emprego em paralelo com um percurso verdadeiramente profissionalizante, que vise o incremento das qualificações e que facilite a transição para o mercado de trabalho após a prestação do serviço militar».
«Para os que já se encontram nas fileiras, implica adicionalmente trabalhar para a implementação a breve trecho de medidas como o Quadro Permanente de Praças do Exército e da Força Aérea, que assegurarão, por sua vez, mecanismos para o reforço da carreira nesta categoria», acrescentou.
Helena Carreiras priorizou a valorização de «cada pessoa, permitindo que para além da qualidade do seu contributo para a instituição, possa, na transição para a vida civil, constituir-se também como um elemento promotor do tecido económico e da coesão social do País».
A Ministra sublinhou ainda que uma «efetiva valorização passa também por uma maior responsabilização das diferentes instituições, militares e civis, em promover a aquisição de novas competências que conduzam a uma maior eficácia e eficiência organizacionais e um maior desenvolvimento do potencial humano da Defesa».
Helena Carreiras realçou a necessidade de se «anteciparem cenários futuros», que podem passar por desenvolver «novas capacidades, competências e qualificações em domínios como o espaço ou o ciberespaço».
Articulação entre entidades
Para o Governo, é importante que exista «interoperabilidade entre forças militares, serviços de proteção e segurança, entidades civis; entre processos de recrutamento, de formação e de reinserção; e entre sistemas de formação e certificação, sejam setoriais, nacionais ou internacionais».
«A futura competitividade das Forças Armadas far-se-á pela articulação entre estas diferentes forças, processos e sistemas, em paralelo com atualização salarial e a valorização das carreiras que estão a ser trabalhadas no seio do Governo e que esperamos possam vir a ter um impacto positivo para civis e militares da Defesa Nacional", destacou.
O encerramento do seminário, no dia 22 de novembro, caberá ao Secretário de Estado da Defesa, Marco Capitão Ferreira.
