Estado investe 54 milhões de euros anuais nas Equipas de Intervenção Permanente

Ministro da Administração Interna presidiu à assinatura dos protocolos para contratação de Equipas de Intervenção Permanente do Município de Oeiras

Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, presidiu à assinatura dos protocolos para contratação de Equipas de Intervenção Permanente do Município de Oeiras, 11 outubro 2022

Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, presidiu à assinatura dos protocolos para contratação de Equipas de Intervenção Permanente do Município de Oeiras, 11 outubro 2022

O Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, afirmou que a constituição de novas Equipas de Intervenção Permanente, nos corpos de bombeiros, simboliza uma das mais importantes apostas na transformação que tem vindo a ser realizada no âmbito da proteção civil.

José Luís Carneiro falava na sede da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Carnaxide, onde decorreu a cerimónia de assinatura de seis protocolos com as associações humanitárias de bombeiros do concelho de Oeiras: Algés, Barcarena, Carnaxide, Linda-a-Pastora, Oeiras e Paço de Arcos. A cerimónia contou ainda com a presença da Secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar.

O Ministro referiu que esta é uma «aposta clara» do Governo, que resulta de uma parceria entre as Associações Humanitárias, «que são emanações da sociedade civil de enorme importância e valia», o poder local democrático e a Proteção Civil nacional.

Atualmente existem em todo o País cerca de 730 Equipas de Intervenção Permanente autorizadas, o que significa mais de 3540 operacionais no terreno. Em pleno funcionamento estão quase 600 equipas e as restantes estão prestes a arrancar. O objetivo, até ao final do ano, situa-se nas 750 equipas autorizadas.

O investimento nas Equipas de Intervenção Permanente representa 54 milhões de euros anuais, por parte do Estado, cabendo uma comparticipação de igual valor por parte dos municípios. 

«Desejamos cumprir esse objetivo, estabelecer protocolos e levar a cabo a operacionalização concreta das equipas, para que, em janeiro, possamos estar mais robustecidos com este corpo que se vai progressivamente transformando».

O Ministro salientou ainda que o objetivo de médio prazo passa por uma progressiva evolução para a profissionalização dos bombeiros portugueses, que se venha a traduzir em carreiras com segurança e dignidade, «sem nunca, contudo, se desvalorizar o esforço do voluntariado, na medida em que este corresponde a uma vocação que é de entrega e de serviço a um bem humanitário e a um serviço público que se presta com abnegação».

As Equipas de Intervenção Permanente são suportadas financeiramente, em partes iguais, pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e pelas Câmaras Municipais. São constituídas por cinco bombeiros com elevada especialização e com competências em valências diferenciadas para atuarem em diversos cenários.