Governo dá prioridade à requalificação de infraestruturas e reforço das forças de segurança
Ministro da Administração Interna disse também que Portugal quer ser um País de pré-posicionamento de meios aéreos da União Europeia

Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, visita Comando Distrital da PSP de Castelo Branco, 30 novembro 2022
Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, visita Comando Distrital da PSP de Castelo Branco, 30 novembro 2022
O Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, afirmou que a requalificação das infraestruturas das forças de segurança, o reforço e rejuvenescimento do seu efetivo são prioridades do Governo.
«Estamos a falar, na primeira dimensão (infraestruturas), num investimento de 607 milhões de euros entre 2022 e 2026, para modernizar infraestruturas, equipamentos. E, por outro lado, também estamos a falar, no ano de 2022, na admissão de cerca de 2500 polícias e guardas e, no ano de 2023, estimamos entre polícias e guardas, 1500 novos elementos», afirmou o Ministro.
José Luís Carneiro falava em Castelo Branco, onde se deslocou para presidir à cerimónia do 139.º aniversário do Comando Distrital da PSP e para visitar o aeródromo municipal. O Ministro disse que está a trabalhar para haver, «no futuro, numa maior visibilidade dos agentes da PSP e militares da GNR».
José Luís Carneiro realçou ainda a necessidade de haver uma capacidade para responder às necessidades de caráter administrativo, que possam ser desenvolvidas por outros profissionais e com outras qualificações, para ter a possibilidade de colocar mais polícias nas ruas, no contacto com os cidadãos.
«O policiamento de proximidade é uma pedra angular da nossa estratégia de segurança urbana», disse, acrescentando que está «muito envolvido e empenhado» na criação de alojamento de habitação para os agentes da PSP e militares da GNR.
O Ministro espera ainda, até ao primeiro trimestre do ano que vem, haver condições para colocar ao serviço da polícia e da guarda algumas centenas de habitações e de alojamentos.
«Temos também em negociação com várias autarquias nas áreas metropolitanas um pacote de medidas de apoio social no acesso a bens e serviços públicos fundamentais, tendo em vista dar-lhes essa abertura que é também um ganho indireto de rendimentos», frisou.
Aumento salarial varia entre 9% e os 12%
José Luís Carneiro relembrou também que, para 2023, está previsto um aumento salarial que significa uma variação entre os 9% e os 12%, na base de recrutamento:
«Isto significa uma variação entre 90 e 117 euros no recrutamento inicial. Depois, há um aumento que resulta do aumento da base remuneratória no subsídio de risco e há também um acréscimo salarial por força das alterações realizadas em sede de IRS», frisou. Este três componentes, conforme refere, vão reforçar o rendimento dos agentes da PSP e dos militares da GNR já para 2023.
«O que temos previsto é que, até ao fim de 2026, os polícias e guardas tenham um aumento médio de 20% na sua estrutura salarial», concluiu.
Portugal quer ser um País de pré-posicionamento de meios aéreos
José Luís Carneiro disse também que Portugal «tem todo o interesse» em ser um País de pré-posicionamento de meios aéreos financiados pela União Europeia (UE) para combate a incêndios florestais:
«Estamos a falar do pré-posicionamento de meios financiados pela UE. Aquilo que defendemos junto da UE e da comissão foi, por um lado, que houvesse um reforço de meios e que fosse mais atempado e não esperar por 2026/2027», afirmou.
Solução poderá ser integrada com Espanha
O Ministro disse ainda que, «caso não seja possível Portugal ficar como um País só por si, de pré-posicionamento de meios, pode eventualmente colocar-se uma solução integrada com Espanha. E, se essa solução for integrada com a Espanha para a Península Ibérica, Castelo Branco tem condições no seu centro de meios aéreos para acolher esse pré-posicionamento de meios. Esta é uma fase do trabalho que está a ser feito», disse.
Recorde-se que, durante a reunião dos ministros do Interior da UE que decorreu em setembro, uma das decisões tomadas foi reforçar já (e não esperar por 2026 e 2027) os meios aéreos ao dispor do mecanismo europeu de Proteção Civil.
Foi ainda decidido antecipar o tempo da disponibilidade desses meios (não esperar só pelo verão) e pré posicioná-los, tendo em vista tempos de resposta mais céleres na mobilização dos meios aéreos para o combate aos fogos florestais.
