Investigação científica da imunologista Maria de Sousa «deve ser preservada e continuada»

Elvira Fortunato presidiu à entrega de prémios a jovens investigadores na área das ciências da saúde

Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, na cerimónia de entrega dos Prémios Maria de Sousa, Lisboa, 15 novembro 2022 (foto:  Tozé Canaveira)

Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, na cerimónia de entrega dos Prémios Maria de Sousa, Lisboa, 15 novembro 2022 (foto: Tozé Canaveira)

A Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, destacou a importância de Maria de Sousa para a ciência nacional, afirmando que a investigação científica desenvolvida pela imunologista «deve ser preservada e continuada».

Elvira Fortunato falava na cerimónia de entrega dos Prémios Maria de Sousa, atribuídos pela Ordem dos Médicos e pela Fundação Bial, que homenageiam a investigadora Maria de Sousa e contribuem para a evolução da investigação na área das ciências da saúde, distinguindo jovens investigadores, com idade igual ou inferior a 35 anos. 
 
Dirigindo-se aos premiados, a Ministra afirmou que «o prémio que hoje recebem prova que a investigação científica desenvolvida por Maria de Sousa marcou, marca e marcará a imunologia, e outras áreas do conhecimento, em termos nacionais e internacionais».
 
Elvira Fortunato acrescentou que Maria de Sousa «foi pioneira de variadíssimas formas, tendo por base aquilo que deve orientar o desenvolvimento da ciência: Maria de Sousa promovia o trabalho em equipa e a colaboração entre diversas instituições».
 
De forma a dar continuidade ao conhecimento produzido por Maria de Sousa, entre outros investigadores, a Ministra acrescentou que «precisamos de mais ciência, mais investimento em I&D, mais estabilidade nas carreiras científicas, mais previsibilidade para os nossos investigadores, mais consórcios, mais redes europeias».

Este ano, os Prémios Maria de Sousa distinguiram:

• Carina Soares Cunha, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS), U. Minho, pelo projeto Identificação de grupos neuronais do núcleo accumbens envolvidos em aprendizagem associativa;

• Sandra Tavares, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto - Associação (i3S), pelo projeto Identificação dos componentes de reciclagem proteica que controlam a formação de metástases cancerígenas;

• Ana Melo, da Associação do Instituto Superior Técnico para a Investigação e Desenvolvimento (IST-ID), pelo projeto Monitorização das espécies secretadas não-convencionalmente da proteína tau: implicações na progressão das tauopatias;

• Ana Rita Queiroz da Cruz, da Champalimaud Research/Systems Oncology, Fundação Champalimaud, pelo projeto Vesículas extracelulares tumorais neutralizam IFN? como forma de evadir a imunidade antitumoral e imunoterapia;

• Daniela Rodrigues, do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde da Universidade de Coimbra, pelo projeto UPSEE HEALTH – Experiência sensorial dos espaços urbanos e o impacto na saúde.