IPO do Porto está na liderança da investigação
«Não podemos apenas importar inovação, temos de a desenvolver», disse o Ministro da Saúde

Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, visita IPO do Porto, Porto, 24 outubro 2022
Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, visita IPO do Porto, Porto, 24 outubro 2022
«Não podemos apenas importar inovação, temos de a desenvolver», afirmou o Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, numa visita ao Instituto Português de Oncologia do Porto, onde participou na sessão de apresentação da nova equipa diretiva do Instituto e numa visita à Unidade de Investigação Clínica, a maior na Península Ibérica nesta área e uma das maiores da Europa.
Deixando palavras de reconhecimento ao IPO do Porto e aos seus profissionais, pela liderança em investigação clínica em oncologia e pela resposta assistencial durante os anos de pandemia, Manuel Pizarro sublinhou que Instituto Português de Oncologia do Porto é hoje uma «referência na oncologia portuguesa e europeia».
O Ministro foi recebido pelo corpo clínico do instituto e pelo novo conselho de administração, que iniciou funções a 13 de outubro e elege como princípios estratégicos para o mandato a humanização dos cuidados, o posicionamento do IPO do Porto como «hub de investigação» e a contínua capacitação e valorização dos seus profissionais.
Foi apresentado também, durante a visita, o projeto de expansão da Unidade de Investigação de Ensaios Clínicos de Fase Precoce do IPO Porto, que permitirá atrair mais ensaios de fase I, II e III no âmbito do Porto Comprehensive Cancer Centre (P.CCC, um consórcio estabelecido com o I3S).
Manuel Pizarro salientou a importância desta aposta em investigação no desenvolvimento de novos tratamentos, na motivação das equipas e na criação de valor em saúde, mas também o seu papel assistencial, ao abrir possibilidades terapêuticas a doentes sem outras alternativas. «Não há nenhuma dúvida de que, em Portugal, as pessoas que precisam de tratamentos diferenciados, é no SNS que os recebem, na oncologia e em outros setores», referiu.
O Ministro reiterou que a Saúde terá, em 2023, um orçamento de «esperança e confiança», que permitirá dar seguimento à valorização dos profissionais, à aposta em inovação e dar um novo enfoque à promoção da Saúde, pela primeira vez com uma secretaria de Estado.
«Não é uma questão semântica. Todos percebemos que é uma prioridade, mas no quotidiano a vertente assistencial acaba por captar a maior atenção, daí a importância de termos estruturas que mantenham esse tema na agenda», frisou, acrescentando que, mesmo com o maior orçamento de sempre no Serviço Nacional de Saúde, se manterá nos próximos anos a exigência na gestão perante recursos «sempre finitos» e uma «pressão para aumento da despesa».
Promover a autonomia das instituições, com vista a uma gestão mais eficiente, e obter trajetórias sustentáveis na despesa com medicamentos são duas das necessidades prementes, frisou Manuel Pizarro, acrescentando:
«Não podemos ter aumentos sucessivos na despesa com medicamentos de mais de 10% ao ano, não é sustentável. Precisamos de um debate claro e aberto sobre partilha de risco, tendo como contrapartida um plano de redução da dívida».
