Ministro da Administração Interna participou no 75.º Aniversário dos Bombeiros Voluntários de Pedrogão Grande
No seu discurso José Luís Carneiro evocou as vítimas dos trágicos incêndios ocorridos em 2017

Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, no 75º Aniversário dos Bombeiros Voluntários de Pedrogão Grande, Pedrogão Grande, 31 julho 2022
Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, no 75º Aniversário dos Bombeiros Voluntários de Pedrogão Grande, Pedrogão Grande, 31 julho 2022
O Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, participou na cerimónia comemorativa do 75.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pedrogão Grande.
«75 anos são uma marca especial deste vosso percurso, que representa um compromisso com a comunidade que servem. Aqueles que, em 1947, se juntaram para criar esta instituição, demonstraram esse espírito altruísta que viria também a traduzir-se, 17 anos depois, na constituição do primeiro "Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande". Este momento extraordinário está relatado como o primeiro «pacto de solidariedade entre os Bombeiros Voluntários e as populações do Concelho», pacto esse que perdura até hoje em forma de solidariedade mútua», disse o Ministro.
José Luís Carneiro aludiu também à época muito exigente que se vive no quadro do combate aos incêndios rurais:
«Neste momento de mobilização intensa para o combate aos incêndios rurais, quis estar aqui convosco, olhos nos olhos, como sinal inequívoco de confiança mas também do compromisso do Governo com este desígnio comum e que a todos convoca – a proteção de pessoas e bens e do nosso património natural, mesmo perante as maiores adversidades».
O Ministro evocou ainda as vítimas dos trágicos incêndios ocorridos em 2017:
«No trágico ano de 2017 – um ano que nunca, nunca esqueceremos - registou-se aqui um fenómeno complexo, como já referi, de conjugação do incêndio com a instabilidade atmosférica, que provocou, no terreno, condições excecionais para a propagação das chamas. Não, esta circunstância natural não é uma forma de resignação sobre o que aconteceu e muito menos nos demite das lições que tivemos e temos de tirar de uma tragédia que marcará, para sempre, todos nós - sobretudo aqueles que a viveram, que perderam os seus familiares, amigos, colegas de trabalho, mas também todo um povo que assistiu incrédulo a algo que nunca tinha acontecido no nosso País», afirmou.
José Luís Carneiro referiu que «os incêndios de 2017 levaram, de facto, a uma reflexão profunda por parte do Governo e de todas as entidades envolvidas no nosso sistema de proteção civil» e acrescentou:
«O caminho que temos vindo a percorrer desde então tem sido feito com grande sentido de responsabilidade, tendo por base as conclusões da Comissão Técnica Independente, colocando o conhecimento e os recursos ao serviço de uma estratégia integrada que culmina num dispositivo de combate mais robusto».
O Ministro aludiu ao forte investimento na prevenção e na sensibilização da população «para os comportamentos de risco e que é hoje muito mais eficaz no que diz respeito à articulação entre entidades. Esta estratégia integrada de transformação passa também por uma mudança estrutural, que está a ser concretizada, mas que, como todos sabem, leva mais tempo – um novo ordenamento da nossa floresta».
José Luís Carneiro destacou também, na sua intervenção, a resiliência do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, que possui uma dotação de 32 milhões de euros, a que se somam 30 milhões de euros do Orçamento de Estado para os Bombeiros Portugueses, cabendo aqui um aumento de 107% no apoio financeiro para o Fundo Social do Bombeiro, que passa a totalizar 1,8 milhões de euros.
«O dispositivo é o mais robusto de sempre, com mais meios, mais viaturas, mais Equipas de Intervenção Permanente, com meios aéreos em permanência, que aposta no conhecimento, na flexibilidade do sistema para responder a fenómenos atípicos e que assenta na determinante articulação entre todos os agentes de proteção civil», observou.
