Ministro da Cultura exorta autarquias e privados a acompanharem reforço do investimento na cultura
«É importante que a cultura seja uma responsabilidade partilhada», disse Pedro Adão e Silva

Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, presidiu à inauguração do Museu da Covilhã e à cerimónia de encerramento da Covilhã Creative Week 2022, Castelo Branco, 14 novembro 2022 (foto: Município da Covilhã)
Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, presidiu à inauguração do Museu da Covilhã e à cerimónia de encerramento da Covilhã Creative Week 2022, Castelo Branco, 14 novembro 2022 (foto: Município da Covilhã)
O Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, apelou às autarquias e entidades privadas para que acompanhem o reforço orçamental que o Estado está a fazer na Cultura e que no próximo ano terá um aumento de 23%.
«O que eu gostava era que, no momento em que o Estado tem de facto aqui uma aposta muito significativa no programa orçamental da cultura, isso fosse acompanhado pelas autarquias locais e pelos privados», afirmou o Ministro na inauguração do Museu da Covilhã, tendo ainda presidido à cerimónia de encerramento da Covilhã Creative Week 2022.
Pedro Adão e Silva destacou o exemplo dado pela Câmara da Covilhã e frisou a importância da cultura ser uma «responsabilidade partilhada», tendo revelado que aquilo que o Estado Central gasta com cultura é «sensivelmente o mesmo que o conjunto das autarquias», ainda que nem todas invistam o mesmo.
O Ministro garantiu que o Governo está a cumprir a sua parte, tendo aumentado a dotação geral do Orçamento do Estado para Cultura em 23%, face a 2022.
Nesse sentido, reiterou que o esforço deve ser conjunto, envolvendo o Estado, os municípios e os privados.
«Diria que é uma responsabilidade tripartida e acho que, nesta altura, o Ministro da Cultura tem uma autoridade particular para solicitar, estimular que o poder local e o setor privado acompanhem o crescimento orçamental que o Ministério da Cultura está a fazer», afirmou.
Quanto aos resultados provisórios dos concursos de apoio sustentado às artes, nas modalidades bienal (2023-2024) e quadrienal (2023-2026) que foram divulgados este mês, Pedro Adão e Silva reiterou a ideia de que houve «um reforço muito significativo e sem paralelo».
No que concerne ao quadriénio, sublinhou que se trata de «um crescimento superior a 100%», passando de 70 milhões de euros para 148 milhões, face ao ciclo anterior e que na modalidade bienal também se regista um aumento, que ronda os 18%.
«Quando olhamos para a fotografia geral, temos mais recursos, mais entidades apoiadas e, muito importante, mais emprego protegido no setor», disse.
Ressalvando que se está perante um concurso e que tal implica que haja uma seriação, também vincou que estes financiamentos «não esgotam os apoios» e que há alternativas a que as entidades que ainda podem recorrer, nomeadamente o instrumento de apoios a projetos que ainda vai abrir.
