Ministro da Cultura faz balanço muito positivo da visita a Angola
Pedro Adão e Silva participou na XII reunião de Ministros da Cultura da CPLP e celebrou o Dia Mundial da Língua Portuguesa em Luanda

Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, com músicos angolanos, Luanda, 4 maio 2022
Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, com músicos angolanos, Luanda, 4 maio 2022
O Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, fez um balanço muito positivo de «uma visita muito intensa» a Angola, onde participou na XII reunião dos Ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e contactou diversas estruturas do setor cultural e artístico, escolas e projetos de raiz social, conhecendo assim «várias dimensões da realidade cultural angolana e também da Língua».
Pedro Adão e Silva visitou vários projetos e iniciativas culturais, no âmbito do Luanda Capital da Cultura da Comunidades dos Países de Língua Portuguesa 2022, incluindo bibliotecas itinerantes e clubes de leitura na zona do Benfica, sudoeste de Luanda, tendo dito que ficou impressionado com a recitação de poesia rimada e o spoken word de jovens.
O Ministro afirmou o papel unificador da língua portuguesa ao nível da Comunidade e a sua diversidade, «que é naturalmente geográfica, mas que é também geracional.
«Com um registo que é muito próximo do que, se calhar, eu encontro em Lisboa em jovens de 20 anos e que é muito distinto da forma que eu uso o português. É nesta transversalidade, cruzamentos e partilhas e neste pluricentrismo que reside a força do português», disse.
Pedro Adão e Silva referiu que o português, «mais do que um símbolo, é o cimento que nos une: a CPLP tem muitas formações nas suas reuniões de ministros das mais diversas matérias, mas se não fosse esta partilha da língua, não existiria. Ou seja, é a cultura que primeiro nos une» e só existe CPLP, «porque há este lado partilhado».
«Não nos devemos esquecer deste aspeto e devemos perceber que a força e a continuidade desta comunhão dependem da forma como soubermos respeitar aquilo que é semelhante no uso do português, mas, também, termos toda a abertura para a diversidade», acrescentou.
O Ministro disse ainda que a visita lhe deu a «consciência que Angola é um país com uma enorme energia criativa, com uma pulsão artística muito interessante, com muitas coisas a acontecer».
