Ministro das Finanças destaca «estratégia clara» do Programa de Estabilidade
Recuperação económica e social, convergência com a União Europeia e redução da dívida pública são os grandes objetivos

Ministro das Finanças, Fernando Medina, durante o debate sobre o Programa de Estabilidade, Assembleia da República, 20 abril 2022 (Foto: António Cotrim/Lusa)
Ministro das Finanças, Fernando Medina, durante o debate sobre o Programa de Estabilidade, Assembleia da República, 20 abril 2022 (Foto: António Cotrim/Lusa)
O Ministro das Finanças, Fernando Medina, afirmou que «o Programa de Estabilidade define uma estratégia clara: recuperação económica e social, convergência com a União Europeia, redução da dívida pública».
Durante o debate sobre o Programa de Estabilidade 2022-2026, na Assembleia da República, Fernando Medina disse que «só um crescimento sólido, duradouro e sustentável é pilar de elevados níveis de emprego, da melhoria dos rendimentos e garante do financiamento de um Estado social forte, moderno e eficaz».
Para Fernando Medina, a redução da dívida é, por sua vez, «o caminho que permite [ao País] manter a [sua] credibilidade externa, pilar da estabilidade financeira do Estado, das empresas e das famílias».
Convergência com a zona Euro e queda do desemprego
O Ministro referiu ainda que, este ano, Portugal ultrapassará o nível de PIB registado em 2019 (pré-pandemia) e registará o maior peso do investimento no produto desde 2010. O País terá também «quase uma década de convergência com a zona euro, confirmando o caminho iniciado em 2016».
Segundo Fernando Medina, este «será o maior período de convergência com o rendimento da Zona Euro desde a criação da moeda única» e no qual «o desemprego continuará a cair», ao mesmo tempo que se continuará a «valorizar salários, nomeadamente o salário mínimo nacional».
Investimentos e redução de dívida pública
O Ministro destacou também a «ambiciosa agenda de reformas e investimentos, enquadrados no Plano de Recuperação e Resiliência» e que promoverão «uma economia mais verde, mais digital, mais qualificada e competitiva, que permitirá [a Portugal] convergir com a Europa ao longo da próxima década».
Relativamente à dívida pública, Fernando Medina afirmou que esta continuará a diminuir no atual «contexto de crescimento, mas também de elevada incerteza e no qual se perspetivam possíveis aumentos de juros», defendendo que «o melhor contributo que o Estado pode oferecer aos portugueses é assegurar uma trajetória consistente de redução do endividamento».
O Ministro disse ainda que quer retirar Portugal do grupo das economias com maior dívida pública na Europa: «Não por desejarmos qualquer distinção, mas porque essa é a melhor forma de defendermos as empresas e as famílias».
«Ganharemos espaço orçamental para fazer face à incerteza do crescimento e estaremos mais bem preparados para reduzir os impactos de eventuais subidas dos juros», afirmou.
