«Portugal sempre colocou na primeira linha a importância da unidade europeia»
Ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que a unidade da União Europeia tem sido fundamental na capacidade de defesa da Ucrânia

Ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, com o Alto Comissário para a Política Externa e de Segurança da UE, Josep Borrel, Bruxelas, 15 maio 2022 (foto: UE)
Ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, com o Alto Comissão para a Política Externa e de Segurança da UE, Josep Borrel, Bruxelas, 15 maio 2022 (foto: UE)
«Portugal sempre colocou na primeira linha a importância da unidade europeia», afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, acrescentando que a unidade é a «principal arma» da Europa e «tem sido fundamental na capacidade de defesa da Ucrânia pelos países ocidentais».
O Ministro, que fez esta declaração à imprensa durante o Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiro que prepara o Conselho Europeu de 23 e 24 de junho, disse que, «portanto, Portugal apoiará sempre aquilo que é a dinâmica de consenso».
«Ao mesmo tempo, temos de estar atentos em relação ao significado para o futuro, ao significado de médio prazo e longo prazo. Importa olhar não só para, digamos, o estímulo moral que representa para a Ucrânia, mas para as consequências que representa também para a arquitetura da União Europeia», afirmou.
João Gomes Cravinho sublinhou que a adesão da Ucrânia, e também da Moldova, terá «efeitos profundos, e esses efeitos têm de ser tidos em conta e pensados».
«Neste momento estamos a falar da aceleração apenas do estatuto de candidato. Mas naturalmente que o estatuto de candidato implica depois a abertura de negociações. E quando falamos da entrada na União Europeia de um país com 40 milhões de habitantes, de um país com um impacto significativo sobre a estrutura da UE, sobre a estrutura, por exemplo, da Política Agrícola Comum e dos fundos estruturais, é preciso fazer a necessária adaptação, que pode mesmo obrigar a uma revisão dos Tratados», disse.
No Conselho Europeu de 23 e 24 de junho, em Bruxelas, os chefes de Estado ou de Governo da União deverão decidir sobre o parecer da Comissão Europeia que recomenda a atribuição do estatuto de país candidato à adesão à Ucrânia, assim como à Moldova.
