Portugal tem de continuar a apostar na autorresponsabilização
Opção do Governo em não aliviar agora as medidas de combate à Covid-19 está alinhada com outros países

Criação da carreira de técnico auxiliar de saúde terá efeitos a partir de 1 de janeiro de 2024
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A Ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que o País tem de continuar a apostar na autorresponsabilização para responder à Covid-19.
A Ministra falava durante uma visita ao Hospital Pediátrico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), no âmbito da celebração do Dia Mundial da Criança.
Marta Temido disse também que a opção do Governo português - em não aliviar agora as medidas de combate à Covid-19 - está alinhada com as opções da maioria dos governos, quer em termos de gestão, quer de resposta à pandemia.
«O que diferenciou a situação portuguesa que hoje temos foi uma sub-linhagem de uma variante que já é conhecida. O relatório do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, ontem libertado, sobre sequenciação, mostra quase 90% com a sub-linhagem BA.5 [da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2]», afirmou.
Segundo Marta Temido, este relatório indica que Portugal é o país da Europa que «provavelmente estará com a maior prevalência desta sub-linhagem».
«Isso justifica, a par de outras circunstâncias, estes
números elevados que estamos a ter. Temos de continuar a apostar, penso que
estamos todos de acordo, na autorresponsabilização», disse ainda.
Reforço da vacina para população com mais de 80 anos
começa em junho
A Ministra relembrou também que, durante o mês de junho, será feito o reforço da vacinação à população com mais de 80 anos em ambulatório. Será também apresentando uma plano de resposta para a vacinação no outono.
Segundo Marta Temido, esta campanha de vacinação «vai
incidir também sobre os mais vulneráveis», eventualmente, «os mais de 65 anos,
coincidindo a vacina da gripe e a vacina da Covid-19, e garantindo que as
pessoas são protegidas antes de um eventual novo pico, associado a temperaturas
adversas».
