Portugal vai apostar em políticas de redução do risco de catástrofe

País deve estar alinhado com as prioridades definidas pela ONU, disse a Secretária de Estado da Proteção Civil

Secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, participa em Fórum das Nações Unidas sobre a redução do risco de desastres, Bali, Indonésia, 25 maio 2022

Secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, participa em Fórum das Nações Unidas sobre a redução do risco de desastres, Bali, Indonésia, 25 maio 2022

A Secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, afirmou que Portugal vai apostar em políticas de redução do risco de catástrofe, através de um investimento na prevenção e preparação, como é o caso da Estratégia Nacional para uma Proteção Civil Preventiva.

Durante o Fórum das Nações Unidas sobre a redução do risco de desastres, em Bali, a Secretária de Estado disse que o País deve estar alinhado com as prioridades definidas pela ONU, «no que diz respeito às políticas do âmbito da preparação, prevenção e redução do risco de catástrofe».

Patrícia Gaspar disse também que Portugal assumiu o compromisso de «acelerar a implementação da estratégia de Sendai» - o documento internacional focado na redução de desastres adotado por países-membros da ONU - e atribuir «a máxima prioridade às políticas de redução do risco de catástrofe». Este compromisso, a dez anos, traduz-se em cinco objetivos operacionais e mais de 130 de medidas concretas nesta área de redução do risco de catástrofe.

Segundo a Secretária de Estado, As Nações Unidas manifestaram ainda interesse na Estratégia Nacional para uma Proteção Civil preventiva, que visa a redução do risco de catástrofe, devendo agora a mesma ser partilhada para «ajudar outros países que possam querer implementar um instrumento semelhante».

O Fórum das Nações Unidas visa avaliar e debater o progresso da estratégia de Sendai, numa altura que faz sete anos que esta estratégia foi adotada e dois anos após o início da pandemia de Covid-19.

Serão também debatidos temas relacionados com as mudanças climáticas, identificação e avaliação dos riscos, desenvolvimento de capacidades, gestão do risco de desastres, impacto e resiliência sociais, risco urbano e planeamento, bem como saúde e estruturas hospitalares.