Portugal vai participar em missão de treino de tropas ucranianas
União Europeia aprovou criação de missão para formar 15 mil militares da Ucrânia

Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, com o comandante da missão da treino da UE para a Ucrânia, Hervé Bléjean, na reunião dos Ministro da Defesa da União Europeia, Bruxelas, 15 novembro 2022 (Foto: União Europeia)
Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, com o comandante da missão da treino da UE para a Ucrânia, Hervé Bléjean, na reunião dos Ministro da Defesa da União Europeia, Bruxelas, 15 novembro 2022 (Foto: União Europeia)
Portugal vai participar até duas dezenas de militares na missão de formação militar da União Europeia para as Forças Armadas ucranianas, formalmente lançada na reunião dos Ministro da Defesa da UE que se realizou em Bruxelas.
A Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, disse que Portugal já identificou como áreas privilegiadas de formação, para que pode contribuir, «o treino básico, o treino de tiro, a área médica e a desminagem», e confirmou a estimativa de participação de até 20 militares, numa declaração no final da reunião.
Contudo, ainda não foi decidida a distribuição de militares da UE, o que espera que «seja concretizado muito em breve». A missão da União Europeia deverá treinar 15 mil militares ucranianos.
«Esta é a primeira missão de treino da União Europeia em território europeu», disse a Ministra, acrescentando que os quartéis-generais da missão estarão localizados «na Alemanha e na Polónia – no caso do treino básico, na Polónia, no caso do treino mais especializado, na Alemanha», devendo os militares portugueses estar presentes em ambos os locais.
Helena Carreiras disse que deverá igualmente haver «também a possibilidade de oferta de módulos de formação em vários outros países» da União Europeia. Portugal poderá acolher uma desses módulos, ou, «se for adequado relativamente ao tipo de formação em causa», «participar em módulos que sejam oferecidos noutros países».
Feridos
A Ministra referiu que as autoridades ucranianas fizeram um pedido para Portugal acolher feridos, lembrando que, desde o início da agressão russa, as autoridades portuguesas deram conta da sua disponibilidade para receber feridos ucranianos.
«Não sabemos ainda quantos, nem em que situação, mas naturalmente reiterámos a nossa vontade e capacidade de receber esses feridos», declarou.
