Primeiro-Ministro renova apelo para que haja um esforço generalizado para diminuir o número de ignições
«É absolutamente fundamental que todos nós tenhamos a responsabilidade de evitar a ocorrência de incêndios», disse.

Primeiro-Ministro, António Costa, acompanhado por membros do Governo, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Oeiras, 12 julho 2022 (foto: Mário Cruz, Lusa)
Primeiro-Ministro, António Costa, acompanhado por membros do Governo, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Oeiras, 12 julho 2022 (foto: Mário Cruz, Lusa)
«É absolutamente fundamental não só que o sistema de proteção civil esteja plenamente mobilizado como está, mas sobretudo que todos nós tenhamos a responsabilidade de evitar a ocorrência de incêndios», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, após a reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Carnaxide, concelho de Oeiras.
«Agradeço o esforço que os portugueses têm feito e a compreensão que têm tido. Nos últimos dias tem havido uma redução do número de ignições, ou seja, de novos incêndios, e isso é muito importante porque permite aos meios concentrarem-se onde existe mesmo uma fatalidade», salientou.
O Primeiro-Ministro aproveitou para felicitar o general Duarte Costa pelo trabalho que tem desenvolvido na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). «Quero felicitar a ANEPC pela grande evolução que tem tido na sua capacitação para apoiar a decisão, coordenar, articular e comandar a nível nacional, designadamente pelo desenvolvimento de núcleos de forte intensidade de conhecimento, desenvolvimento tecnológico e ferramentas fundamentais para quem no terreno tem que conduzir essa operação».
António Costa dirigiu-se à população e renovou o apelo «para que haja um esforço generalizado para diminuir o número de ignições, que é a melhor forma que cada um de nós tem, à sua medida, de colaborar com o esforço de todos os agentes da Proteção Civil e dos Bombeiros, que são a coluna dorsal da Proteção Civil».
Eventos junto a florestas têm de ser reajustados
O Primeiro-Ministro afirmou que, por questões de segurança face aos «elevadíssimos riscos de incêndio», com o País em situação de contingência, terão de ser reajustados os eventos junto a zonas florestais programados para os próximos dias.
Em risco de cancelamento, de reprogramação ou de relocalização estão grandes eventos como o festival de música Super Rock, em Sesimbra, ou a concentração motard de Faro.
«A segurança está acima de tudo. Esta questão não é política, é técnica e de responsabilidade, decorre da lei num momento em que está em vigor a situação de contingência», declarou António Costa, tendo ao seu lado o Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, a Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, a Ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, e a Secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar.
