Reclusos constroem confessionários para a Jornada Mundial da Juventude

Confessionários vão ser construídos por reclusos dos estabelecimentos prisionais de Coimbra, Paços de Ferreira e Porto

Secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Jorge Alves Costa, participa na na assinatura do protocolo para a construção de 150 confessionários por reclusos, Lisboa, 17 fevereiro 2023

Secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Jorge Alves Costa, participa na na assinatura do protocolo para a construção de 150 confessionários por reclusos, Lisboa, 17 fevereiro 2023

Reclusos das prisões de Coimbra, Paços de Ferreira e Porto, vão estar envolvidos na construção dos confessionários para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). 

O Secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Jorge Alves Costa, participou na assinatura do protocolo entre a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e a Fundação Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorreu em Lisboa.

O protocolo visa a colaboração para a construção de 150 confessionários para a JMJ, com o objetivo de envolver a população reclusa na preparação do maior encontro internacional de jovens com o papa Francisco.

O presidente da Fundação JMJ, o bispo Américo Aguiar, disse que a Igreja terá a responsabilidade de entregar as matérias-primas – tintas e madeiras – necessárias a cada estabelecimento prisional, e também de fazer chegar o pagamento a cada um dos reclusos como retribuição do seu trabalho, sendo que por cada confessionário serão pagos 80 euros.

Américo Aguiar referiu ainda que os confessionários «são muito fáceis de montar» e as madeiras recicladas, sendo possível voltarem a ser recicladas ou alguma comunidade ficar com os confessionários e com uma recordação da Jornada.

Os 150 confessionários vão ficar instalados no Parque do Perdão, que integra a chamada Cidade da Alegria da JMJ, em Belém, e em cada um deles, em diferentes idiomas, estará disponível um sacerdote para «acolher e escutar os jovens peregrinos», refere a organização.

Os confessionários, desenhados por voluntários, foram inspirados numa casa aberta, fazendo lembrar as casas típicas de algumas regiões de Portugal, de cor branca e com uma faixa amarela, permitindo um diálogo face-a-face entre o jovem e o sacerdote.

Em outras edições de jornadas mundiais da juventude também foram os reclusos a construírem os confessionários.
Tags: prisões
Áreas: Justiça