Resolver elevados custos da energia passará pela transição energética

«Política fiscal não é a solução mágica para todos os problemas de política económica», disse o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes

«Não são os impostos que vão resolver o problema dos elevados custos da energia. Isso faz-se acelerando a transição energética», afirmou o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, destacando as verbas do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) para apoiar as empresas na descarbonização e transição energética, porque «é isso que vai diminuir a fatura das empresas na energia, não são os impostos».
 
No entanto, «não o Governo nao hesitou em descer o imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) quando foi necessário fazê-lo», razão pela qual o consumidor final, por cada litro de combustível, «paga hoje menos cerca de 30 cêntimos» em impostos.
 
António Mendonça Mendes fez notar que esta é uma medida temporária, e sendo necessário olhar para «aquilo que é o mais importante», quando se olha para os custos das empresas com energia.Para continuar a fazer frente aos elevados custos da energia o Governo aprovou recentemente medidas nos programas Famílias Primeiro e Energia para Avançar.
 
Na sua intervenção na conferência «Fiscalidade no OE2022» promovida pelo grupo de comunicação Global Media, o Secretário de Estado afirmou que o que se pode esperar da política orçamental «é a estabilidade que tem permitido reduzir a trajetória da dívida pública».
 
«A política fiscal tem um papel: deve ajudar a acelerar alterações, a mudar comportamentos, garantir o financiamento do Estado (…), mas a política fiscal não é seguramente a solução mágica para todos os problemas de política económica que temos», disse.
 
Mendonça Mendes referiu ainda que o País precisa de continuar a desagravar os impostos às famílias e empresas, atuando de forma transversal ou com medidas seletivas, afirmando que o que deve ser feito – e que o Governo está a fazer – é prosseguir a descida gradual dos impostos e medidas seletivas que mudem comportamentos.