«Um orçamento que continua um caminho de reforma serena na modernização do sistema educativo»
«Estamos a combater desigualdades, a preparar o futuro, a fazer o País avançar», disse o Ministro da Educação

Ministro da Educação, João Costa, intervém na Assembleia da República no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2022, 6 maio 2022
Ministro da Educação, João Costa, intervém na Assembleia da República no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2022, 6 maio 2022
«A educação é o território dos inquietos. Apesar dos progressos, enquanto houver alunos com dificuldades, desigualdades a determinar percursos, não baixamos os braços», afirmou o Ministro da Educação, João Costa, na sua intervenção inicial na Assembleia da República, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2022.
«Este caminho faz-se com investimento e determinação. O orçamento da educação volta a crescer em 2022: 8,7%, o que consubstancia um crescimento acumulado de 31,4% desde 2015. Fazemo-lo porque estamos a combater desigualdades, a preparar o futuro, a fazer o País avançar», disse.
O principal desafio continua a ser «o fosso entre os alunos oriundos de contextos socioeconómicos mais desfavorecidos e os mais privilegiados». Por isso, «iremos reforçar os apoios no âmbito da educação inclusiva e da ação social escolar».
João Costa afirmou ainda que «este é o orçamento que concretiza o Plano de Recuperação das Aprendizagens 21|23 Escola+, alocando mais recursos humanos às escolas, com a disponibilização do equivalente a 3000 horários docentes em apoios tutoriais, em reforço de crédito horário para diferentes medidas, e na contratação de cerca de 1100 técnicos especializados para a implementação dos Planos de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário».
«A transição digital na educação avança, depois da disponibilização de equipamentos informáticos a todos os alunos, com o reforço da capacidade e velocidade da internet das escolas, com a progressiva transição para manuais digitais, com a produção de recursos educativos digitais, com a desmaterialização de provas e exames, com a instalação de 1300 laboratórios digitais e o alargamento da rede de clubes ciência viva para fomentar o ensino experimental das ciências», destacou o Ministro.
João Costa disse também que o Governo irá iniciar o processo da concertação para uma definição de «um modelo de recrutamento que fixe os professores a quadros de escola e de agrupamento mais cedo e de forma permanente, com o objetivo de eliminar o eterno «casa às costas», permitindo que haja previsibilidade e capacidade de ajustamento da vida pessoal ao lugar onde se fixa».
Em relação ao ensino profissional, o Ministro frisou que este é «um dos melhores contributos do sistema educativo para a qualificação e recuperação do País, na senda do investimento e valorização desta via», e, por isso, «o Orçamento do Estado prevê o início da instalação de 365 centros tecnológicos especializados, através dos quais cursos profissionais nas áreas da indústria, da informática, das energias renováveis e do digital serão equipados e infraestruturados, num processo de mais acelerada adequação da oferta educativa às necessidades da economia».
«Uma sociedade que não valoriza o conhecimento desiste de si própria», concluiu.
